Publicado 08 de Fevereiro de 2021 - 12h31

Por Da redação

Pai de aluno de escola estadual durante atividade preparat?ria para a volta ?s aulas: greve traz nova preocupa??o

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Pai de aluno de escola estadual durante atividade preparat?ria para a volta ?s aulas: greve traz nova preocupa??o

Os professores da rede estadual de ensino decidiram ontem, em assembleia virtual, deflagrar o que classificaram de "greve sanitária" a partir de segunda-feira, data programada pelo governo do Estado para a reabertura das escolas. Os docentes pretendem manter as aulas remotas, via internet, mas se recusam a voltar ao trabalho presencial em virtude da pandemia do novo coronavírus. Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a decisão teve apoio de 81,8% da categoria.

Na reavaliação do Plano São Paulo, anunciada ontem, o Governo do Estado manteve o limite de ocupação de 35% da capacidade em salas de aulas na rede estadual de ensino, mesmo para os municípios que avançaram para a fase amarela, como é o caso da região de Campinas. Para a Apeoesp, mesmo com 35% dos alunos presentes, as escolas não têm condições sanitárias de receber os estudantes e há casos de funcionários e professores contaminados pelo novo coronavírus após reuniões de planejamento escolar.

"Há poucos funcionários de limpeza para a higienização das escolas em todos os turnos. O protocolo de prevenção contra a covid-19 não está sendo seguido sequer na fase de planejamento escolar, principalmente nos estabelecimentos das periferias. Além disso, há muitos professores com problemas de saúde e com idade superior a 60 anos", afirma Suely Fátima de Oliveira, diretora estadual da Apeoesp. "Com a greve sanitária, estamos visando à preservação da vida", justificou. Segundo levantamento realizado pela entidade, foram identificados 147 casos de covid-19 em escolas que tiveram algum tipo de atividade presencial.

Carreata

Neste sábado (6), professores da rede estadual participaram da II Carreata Campinas - fora Bolsonaro, organizada por centrais sindicais e várias entidades de classe. São várias as bandeiras defendidas pelos manifestantes, entre as quais o não retorno das aulas presenciais, vacinação para todos e a volta do auxílio emergencial em virtude da pandemia do novo coronavírus.

A carreata terá início no Largo do Pará, às 9h, e seguirá pelas ruas da cidade até o ponto de concentração na Lagoa do Mingone, na Avenida das Amoreiras, 7.237, no Jardim Paraíso de Viracopos. Além da participação na carreata, os professores de cada escola pretendem conversar com pais e alunos, virtualmente, na quarta-feira, para explicar os motivos da greve sanitária na rede estadual de ensino. Já na próxima sexta-feira, serão realizadas assembleias regionais dos docentes estaduais para definir os rumos do movimento.

Outro lado

O subsecretário de Articulação Regional da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Henrique Pimentel, afirmou ontem que fechar escolas não é a melhor forma de lidar com a questão. "Causa interrupção e até desconforto na comunidade escolar, um medo". Pimentel diz que mesmo as escolas estaduais que tiveram registro de casos de covid-19 em funcionários devem retomar as aulas presenciais na segunda-feira. O retorno será retardado exclusivamente em instituições que estão em obras ou outros impeditivos.

Ele argumenta que não há indício de contágio dentro de escolas estaduais desde a retomada de parte dos trabalhos presenciais. "Se seguir direitinho as orientações, respeitar o distanciamento e o uso de equipamentos de uso individual, a chance é pequena de transmissão", afirma. A volta às aulas na rede estadual foi adiada em uma semana. Inicialmente prevista para o dia 1º de fevereiro, o retorno passou para o dia 8. Segundo o subsecretário, o adiamento foi para facilitar o planejamento das escolas.

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