Publicado 26 de Fevereiro de 2021 - 17h30

Por AFP

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos irá se pronunciar na noite desta sexta-feira sobre o plano de estímulo econômico de 1,9 trilhão de dólares promovido pelo presidente Joe Biden, após um revés no Senado para o projeto de aumentar o salário mínimo.

Uma figura pouco conhecida do Congresso abalou na noite de ontem o avanço do plano, que busca impulsionar a economia americana. A responsável pelos procedimentos parlamentares, Elizabeth MacDonough, considerou que o texto não poderia incluir o aumento do salário mínimo para 15 dólares a hora como queria Biden, dado o formato de votação por maioria simples decidido pelos democratas no Senado.

Habitualmente, são necessários 60 de 100 votos para a aprovação desse tipo de lei. No caso em questão, com 51 votos o texto poderia ser aprovado pelo Senado. Embora alguns progressistas tenham se indignado e pedido que a visão da senadora não fosse considerada, Biden declarou ontem que respeita a opinião de Elizabeth, mas pediu que o Congresso avance rapidamente para aprovar o plano.

Biden anunciou que tentará impulsionar separadamente o aumento do salário mínimo federal, atualmente de 7,25 dólares. A Câmara deve aprovar hoje o projeto de lei original, que inclui o aumento do salário mínimo até 2025, mas a proposta não deverá passar no Senado, o que faz prever um trâmite parlamentar mais longo. Uma vez aprovado pelo Senado, o projeto retornará à Câmara, para obter a aprovação final.

A eliminação do aumento do salário mínimo poderia, inclusive, facilitar a aprovação do pacote, uma vez que alguns democratas moderados se opunham a essa iniciativa. O senador Bernie Sanders e outros democratas estudavam hoje uma alternativa para promover o aumento do salário mínimo.

O plano de Biden visa a apoiar a economia e tornar a vacinação contra o novo coronavírus mais dinâmica. Ele prevê bilhões de dólares para acelerar a imunização e os testes, e 130 bilhões de dólares para ajudar na reabertura de instituições de ensino.

Novos cheques de ajuda de 1.400 dólares também serão liberados para os americanos segundo sua faixa de renda, e o auxílio-desemprego será prorrogado até 30 de setembro. Os democratas haviam prometido tomar medidas em matéria de desemprego antes de 14 de março, quando se encerra a distribuição dos subsídios.

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