Publicado 26 de Fevereiro de 2021 - 15h30

Por AFP

A enviada da ONU para Mianmar, Christine Schraner Burgener, condenou "energicamente" o "inaceitável" uso da força letal por parte da junta militar birmanesa e pediu à comunidade internacional para pressionar um retorno da democracia.

"Não há justificativa para as ações dos militares e devemos continuar pedindo para reverter essa situação inadmissível, esgotando todos os canais bilaterais e multilaterais para voltar a colocar Mianmar no caminho da democracia", disse em uma vídeoconferência da Assembleia Geral da ONU, reunida para uma sessão especial sobre Mianmar.

O embaixador birmanês na organização internacional, Kyaw Moe Tun, exigiu na mesma vídeoconferência o fim do golpe de Estado e pediu à comunidade internacional para tomar a "ação mais enérgica possível" contra seus líderes.

"Precisamos da ação mais enérgica possível da comunidade internacional para encerrar imediatamente o golpe militar, deixar de oprimir gente inocente, devolver o poder do Estado ao povo e restaurar a democracia", disse ele com a voz trêmula na Assembleia Geral.

Schraner Burgener condenou "energicamente as recentes medidas tomadas pelo Exército".

Devemos "enviar coletivamente um sinal claro a favor da democracia em Mianmar", acrescentou.

Ela confirmou que até agora a junta militar não a autorizou a viajar para o país.

Disse que se acontecer, essa visita seria "com a condição de que possa me reunir com os líderes do governo detidos", incluindo Aung San Suu Kyi.

"Infelizmente, o regime me pediu para adiar qualquer visita. Parece que querem continuar fazendo prisões em grande escala", lamentou Schraner Burgener.

"É cruel e desumano" e "se houver uma escalada da violência militar - algo que infelizmente já vimos em Mianmar - contra as pessoas que exercem seus direitos fundamentais, (deveremos) agir de forma rápida e coletiva", insistiu, sem esclarecer possíveis medidas.

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