Publicado 26 de Fevereiro de 2021 - 14h20

Por AFP

O ministro da Saúde do Equador, Juan Carlos Zevallos, renunciou ao cargo nesta sexta-feira (26), anunciou o presidente Lenín Moreno em meio a um escândalo pela aplicação da vacina anticovid em pessoas fora do combate à doença.

"Há aqueles que só enxergam erros. Respeito essa opinião. Eu prefiro lembrar do ministro que aceitou a difícil tarefa de conduzir a saúde do país na pior crise sanitária vivida pelo Equador e pelo mundo, e que com trabalho e sacrifício ajudou a salvar centenas de milhares de vidas", disse o presidente no Twitter.

Em uma carta divulgada pelo presidente junto à sua mensagem, Zevallos apresentou sua renúncia irrevogável ao cargo que ocupava há onze meses "dada a situação política atual e com o objetivo de possibilitar a continuidade" do plano de vacinação, iniciado em janeiro.

"As políticas de saúde permitirão que, até o fim de seu governo, mais de dois milhões de pessoas estejam vacinadas", acrescentou.

Zevallos, que assumiu o ministério da Saúde no pior da pandemia no Equador, é acusado de um suposto tráfico de influências depois que vários de seus familiares foram vacinados com as primeiras doses importadas pelo governo.

A Promotoria abriu a investigação depois de denúncias de diversos setores de que familiares do agora ex-ministro, entre eles sua mãe, que vivem em um lar de idosos de uma clínica privada, foram imunizados por parte de uma equipe de um hospital público de Quito.

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