Publicado 26 de Fevereiro de 2021 - 9h40

Por AFP

Hong Kong e Coreia do Sul iniciaram nesta sexta-feira (26) suas campanhas de vacinação contra a covid-19.

A Coreia do Sul pretende vacinar 70% de sua população nos próximos sete meses, enquanto Hong Kong espera que todos os adultos estejam vacinados até o fim do ano.

Os dois territórios estiveram entre os primeiros a registrar casos de coronavírus, após a detecção da covid no fim de 2019 na região central da China.

Ambos conseguiram controlar a propagação da doença com medidas rígidas de quarentena para os viajantes procedentes do exterior, o respeito às medidas de distanciamento social e uma estratégia muito eficaz de testes e de detecção.

As campanhas de vacinação começam poucos dias depois do início da imunização na Austrália e Nova Zelândia.

Enquanto Estados Unidos e Europa já vacinaram milhões de pessoas, os países da região Ásia-Pacífico estão atrasados.

A China é o segundo país que mais administrou doses, mais de 40 milhões. Mas não conseguiu alcançar a meta de 50 milhões de vacinados até meados de fevereiro.

Quanto ao Japão, iniciou sua vacinação em meados de fevereiro.

Na Coreia do Sul, a televisão transmitiu nesta sexta-feira de manhã o lançamento da campanha de vacinação em um centro médico em Seul, na presença do presidente Moon Jae-in.

O primeiro-ministro Chung Sye-ky exortou todos os cidadãos a serem vacinados, convidando-os a "dar um passo em frente para alcançar novamente os dias de que tanto sentimos falta".

Em Hong Kong, as primeiras doses foram administradas à população nesta sexta.

As autoridades correm o risco de encontrar dificuldades para convencer os habitantes a aceitarem a vacina, que é produzida por um laboratório chinês, pois a desconfiança da população em relação a Pequim é grande.

Na semana passada, a ex-colônia britânica aprovou o uso emergencial da vacina contra a covid-19 da Sinovac, apesar dos resultados ruins em termos de eficácia.

Um primeiro lote de um milhão de doses chegou a Hong Kong 24 horas depois.

Os dados comunicados pelo laboratório Sinovac mostram uma taxa de eficácia entre 50% e 62%.

Até agora, a demanda tem sido alta: cerca de 70.000 habitantes de Hong Kong reservaram as primeiras datas disponíveis.

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