Publicado 26 de Fevereiro de 2021 - 9h40

Por AFP

Oito diplomatas russos e suas famílias deixaram a Coreia do Norte a bordo de um carrinho ferroviário empurrado por um deles, uma vez que não há transporte na fronteira desde a implantação de restrições relacionadas ao coronavírus.

Um vídeo postado na conta verificada do Telegram do Ministério das Relações Exteriores da Rússia mostra, entre outras coisas, um secretário da embaixada russa, Vladislav Sorokin, empurrando um carrinho carregado de malas e passageiros por uma ponte ferroviária na fronteira.

Os passageiros se alegraram e levantaram os braços ao se aproximarem da fronteira russa, depois de uma viagem de 32 horas de trem de Pyongyang, seguida por uma viagem de ônibus de duas horas até a fronteira.

"A jornada para casa foi longa e difícil", comentou o Ministério na quinta-feira à noite.

"Finalmente, a parte mais importante da jornada foi caminhar até o lado russo", acrescentou o Ministério, em seu post.

"Para isso, foi preciso um carrinho, colocá-lo nos trilhos, guardar as malas, instalar as crianças sentadas e partir".

Foi com a força de seus braços que Sorokin, o único homem do grupo - cujo membro mais jovem tinha apenas três anos - fez o carrinho avançar por mais de um quilômetro.

Uma vez em solo russo, eles se encontraram com colegas do Ministério das Relações Exteriores, antes de serem levados de ônibus ao aeroporto de Vladivostok.

Em janeiro de 2020, a Coreia do Norte fechou suas fronteiras para se proteger do coronavírus que apareceu na vizinha China.

Os trens transfronteiriços, bem como os voos de e para este país, foram suspensos.

Com pessoal e suprimentos impossibilitados de entrar no país, o trabalho dos diplomatas e trabalhadores humanitários foi seriamente comprometido. Neste contexto, diversas embaixadas ocidentais retiraram todo seu pessoal do território.

A Rússia, que tem laços estreitos com Pyongyang, manteve uma presença diplomática significativa no país, que há muito sofre com uma severa escassez de alimentos.

A Coreia do Norte está sujeita a sanções internacionais, que têm o objetivo de forçar o regime a desistir de seus programas nucleares e balísticos.

As restrições impostas por Pyongyang no ano passado para combater o coronavírus pioraram as coisas.

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