Publicado 25 de Fevereiro de 2021 - 10h20

Por AFP

A Autoridade Francesa de Segurança Nuclear (ASN) abriu o caminho, nesta quinta-feira (25), para estender a operação de 32 dos reatores mais antigos do país por mais dez anos.

O organismo nuclear francês publicou uma decisão sobre 32 reatores de 900 megawatts (MW), os mais antigos do parque francês. A maioria entrou em operação na década de 1980.

No texto, a ASN estabelece as condições para que funcionem além da quarta "revisão periódica", ou seja, até o final da década de 2020, ou 2030, dependendo da data de entrada em serviço.

A licença de operação dessas usinas passaria, assim, de 40 para 50 anos. Para isso, "prevê a realização das melhorias de segurança previstas pela EDF [a companhia elétrica francesa], bem como as disposições adicionais que julgar necessárias".

A EDF terá de realizar uma série de testes e obras para melhorar a segurança de seus reatores.

Em particular, estão previstas melhorias para garantir que a radioatividade permaneça confinada dentro do recinto em caso de acidente. Também está prevista a revisão da resposta a possíveis ataques às instalações, ou em caso de riscos externos, como terremotos, ou inundações.

A implementação das melhorias planejadas vai durar vários anos.

As usinas em questão são as mais antigas do parque nuclear francês: Bugey, Blayais, Chinon, Cruas, Dampierre, Gravelines, Saint-Laurent e Tricastin.

Com 56 reatores, o parque nuclear francês é o segundo maior do mundo, atrás dos Estados Unidos, que conta com 99 reatores. Produz mais de 70% da energia proveniente do país, um recorde mundial.

Todos os 56 reatores do parque francês usam tecnologia de água pressurizada de "segunda geração".

Entre eles, estão 34 reatores de 900 MW, cada um produzindo em média eletricidade suficiente para abastecer 400 mil residências. Existem também 20 reatores de 1.300 MW e quatro de 1.450 MW.

Os opositores da energia nuclear pedem o fechamento das usinas mais antigas.

As críticas se intensificaram após a catástrofe na usina japonesa de Fukushima em março de 2011.

Outros consideram um absurdo se privar de uma fonte de energia que não gera emissões diretas de CO2.

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