Publicado 24 de Fevereiro de 2021 - 6h50

Por AFP

A China "erradicou oficialmente a pobreza absoluta no ano passado", o que é "uma grande vitória" - afirma o presidente Xi Jinping, que havia exigido que a meta estabelecida em 2015 fosse alcançada até 2021, ano do centenário do Partido Comunista da China (PCC).

O limiar de pobreza se define como uma renda abaixo de US$ 2,30 por dia e por pessoa, ou seja, um pouco mais que o limite do Banco Mundial (US$ 1,90).

A definição não se baseia, porém, apenas na renda.

Em todo país, as autoridades foram de porta em porta avaliar o status social dos habitantes de acordo com diferentes critérios: saúde ou moradia, cobertura de doenças, escolaridade dos filhos, etc.

Famílias que possuíam carro, ou trator, foram retiradas da lista de famílias pobres.

A China afirma que tirou 800 milhões de pessoas da pobreza desde o lançamento de suas reformas econômicas no final dos anos 1970.

A taxa de pobreza absoluta caiu de 88,3% da população em 1981 para 0,3% em 2018.

Praticamente todas as crianças completam a escolaridade obrigatória (15 anos) sem ter de trabalhar para ajudar os pais.

A taxa de mortalidade infantil caiu drasticamente nos últimos 20 anos, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), enquanto a taxa de posse de automóveis aumentou para 20% da população.

"Para a grande maioria dos chineses, a vida melhorou consideravelmente em uma geração", observa o diretor do Banco Mundial para a China, Martin Raiser.

As estatísticas chinesas são questionadas e revelam apenas um aspecto da realidade.

Centenas de milhares de casos de corrupção estão relacionados com a luta contra a pobreza. Líderes locais não hesitaram em incluir seus parentes, ou amigos, na categoria de "pobres" para desviar fundos.

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