Publicado 23 de Fevereiro de 2021 - 21h30

Por AFP

A autoridade americana de aviação civil prometeu nesta terça-feira (23) agir rapidamente para determinar as causas do incidente ocorrido no sábado com um Boeing 777 da companhia aérea United Airlines, que poderia ter sido causado por "fadiga do metal" das hélices do motor.

"Queremos entender o que aconteceu e tomar as medidas necessárias para evitar que um evento similar se repita no futuro", disse o chefe da Administração Federal de Aviação (FAA), Steve Dickson, durante uma coletiva de imprensa.

"Trabalhamos nisso sem descanso desde o sábado à tarde e estou convencido de que conseguiremos", acrescentou.

Segundo as primeiras conclusões do conselho nacional da segurança nos transportes dos Estados Unidos, NTSB, os danos observados no avião da United Airlines são "compatíveis com uma fadiga do metal" das hélices do motor fabricado pela Pratt & Whitney.

Esse fenômeno físico se deve ao uso do material por muito tempo, o que pode provocar fissuras e inclusive uma ruptura em sua estrutura.

O Boeing 777 envolvido no incidente tinha acabado de decolar no sábado de Denver, no Colorado, com destino a Honolulu, no Havaí. Levava 231 passageiros e 10 tripulantes quando seu motor direito se incendiou, forçando os pilotos a retornarem imediatamente ao aeroporto de partida.

Ninguém se feriu e a aeronave pôde aterrissar sem problemas.

Mesmo antes do incidente com a United Airlines, a FAA já avaliava fazer inspeções mais rigorosas nos Boeing 777 com motor Pratt & Whitney, após um problema similar ocorrido em dezembro de 2020 no Japão, informou nesta terça um porta-voz da agência reguladora.

A FAA também tinha pedido para revisar com frequência estes motores após um incidente em um voo da United Airlines entre San Francisco e Honolulu em 13 de fevereiro de 2018.

A agência, que determinou na noite de domingo inspeções adicionais nos Boeing 777 com motores Pratt & Whitney, publicará uma nova diretriz de navegabilidade quando seus especialistas tiverem terminado de examinar os dados disponíveis sobre o voo de sábado.

A partir do ocorrido no sábado, os 777 equipados com motores Pratt & Whitney no mundo ficaram em solo: os 69 em serviço e os 59 reservas.

A fabricante americana de motores declarou que vai cooperar com a NTSB e "continuará trabalhando para garantir o funcionamento seguro da frota".

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