Publicado 23 de Fevereiro de 2021 - 18h40

Por AFP

A Copa América 2020 - a ser disputada neste ano de 2021 - não terá a participação das seleções convidadas do Catar e da Austrália, anunciou nesta terça-feira Gonzalo Belloso, secretário-geral adjunto da Conmebol.

"A Copa América está totalmente confirmada. Mas Catar e Austrália, que pediram para fazer parte, não poderão vir. A Confederação Asiática programou as eliminatórias para o Mundial (de 2022 no Catar) para a mesma data da Copa América", disse Belloso em entrevista à rádio La Red de Buenos Aires (Argentina).

"Esta decisão de não jogar a Copa América foi tomada depois que a AFC (Confederação Asiática) decidiu adiar as datas das eliminatórias conjuntas para a Copa da Ásia AFC 2023 e a Copa do Mundo de 2022", divulgou a federação do Catar.

O calendário de partidas não sofrerá alterações e "nos dias dos jogos dos convidados, as equipes (que eram adversárias) estarão livres. A Copa terá todo o seu esplendor", afirmou o dirigente da entidade que comanda o futebol na América do Sul.

O torneio continental de seleções, que será sediado pela primeira vez por dois países, Colômbia e Argentina, estava previsto para 2020, mas foi transferido para o ano seguinte devido à pandemia de covid-19.

O evento será realizado de 11 de junho, com a partida de abertura no Estádio Monumental de Buenos Aires, a 10 de julho, com a final no estádio metropolitano Roberto Meléndez, na cidade colombiana de Barranquilla.

Belloso revelou que a Conmebol trabalha para ter a presença de público durante a competição.

"Trabalhamos muito, com governos e confederações. A ideia é que se possa jogar com um percentual do público nos estádios", revelou.

Dentro do plano de ações, existe a possibilidade de venda de ingressos somente "para quem tem PCR negativo (examd de covid-19)".

"Outra é liberar a entrada de pessoas que já foram vacinadas. Por exemplo, em Mendoza (oeste da Argentina), quando o Chile jogar, será permitido o acesso ao público chileno com certificado de vacina", especificou.

De acordo com o dirigente, a taxa de ocupação seria de "um mínimo de 30%.

Para desenvolver este plano, a Conmebol está analisando os métodos e protocolos aplicados em outros países, a fim de ter modelos que possam ser adotados.

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