Publicado 23 de Fevereiro de 2021 - 11h10

Por AFP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (23) o registro definitivo da vacina da Pfizer/Biontech contra o coronavírus para poder comercializá-la e usá-la de forma generalizada, embora o imunizante ainda não esteja disponível no país.

Segundo a Anvisa, é o "primeiro registro de vacina contra a covid-19 de uso amplo, nas Américas".

O Brasil realiza sua campanha de vacinação com a CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, e com a produzido pela Oxford/Astrazeneca, ambas aprovadas pela Anvisa apenas para uso emergencial em grupos prioritários.

A agência acrescentou que a vacina desenvolvida pelo laboratório americano Pfizer com a alemã BioNtech "teve sua segurança, qualidade e eficácia aferidas e atestadas".

"Esperamos que outras vacinas estejam, em breve, sendo avaliadas e aprovadas", completou o comunicado.

O governo do presidente Jair Bolsonaro negocia desde o ano passado com a Pfizer a compra de dezenas de milhões de doses, mas as conversas estão travadas pela exigência de que o laboratório farmacêutico fique isento de responsabilidade a respeito de eventuais efeitos colaterais.

Em dezembro, Bolsonaro, um cético do coronavírus com uma gestão da pandemia muito questionada, tentou fazer piada com a cláusula ao insinuar que a Pfizer não queria ser responsabilizada se a vacina transformasse as pessoas em "jacarés".

Apenas Brasil, Argentina e Venezuela se negaram a aceitar a cláusula, segundo um parlamentar brasileiro.

A aprovação do registro definitivo acontece no momento em que o Brasil, o segundo país mais afetado pela covid-19 no mundo, com 247.000 mortes, vive uma segunda onda dramática da pandemia, com a média de mais de 1.000 mortes por dia durante semanas e uma lenta campanha de vacinação.

Mais de seis milhões de pessoas foram vacinadas até o momento no Brasil, o que corresponde a 2,8% dos 212 milhões de habitantes.

Embora seja reconhecido internacionalmente por sua capacidade de organizar campanhas de imunização em larga escala, o Brasil iniciou a campanha de vacinação depois de outros países latino-americanos e de forma muito gradual, com prioridade para os profissionais de saúde, idosos e população indígena.

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