Publicado 22 de Fevereiro de 2021 - 23h50

Por AFP

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (22) sanções contra outros dois líderes da junta militar de Mianmar e prometeu tomar novas medidas se o exército voltar a usar a força contra cidadãos que protestam contra o recente golpe de Estado no pequeno país asiático.

Washington decidiu congelar todos os bens que o general Maung Maung Kyaw, comandante da Força Aérea, e o tenente-general Moe Myint Tun possuíam nos Estados Unidos, e vetar suas entradas no país.

"Não hesitaremos em tomar novas medidas contra aqueles que cometem violência e anulam a vontade do povo", afirmou o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken. "Não vacilaremos em nosso apoio ao povo de Mianmar", acrescentou.

"Pedimos às forças armadas e à polícia que cessem seus ataques a manifestantes pacíficos, libertem imediatamente todos os detidos injustamente, parem de atacar e intimidar jornalistas e ativistas e restabeleçam o governo democraticamente eleito", declarou Blinken em um comunicado.

Horas antes, a União Europeia também anunciou sanções contra as forças armadas birmanesas, aumentando a pressão sobre a junta militar que derrubou o governo de Aung San Suu Kyi em 1º de fevereiro.

A junta alertou os manifestantes que eles correm o risco de "morrer" se continuarem seu movimento, após a morte de três manifestantes no fim de semana.

Os Estados Unidos já haviam imposto sanções a outros militares de alto escalão, incluindo o general Min Aung Hlaing, o homem que chefia a junta.

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