Publicado 22 de Fevereiro de 2021 - 19h10

Por AFP

Os Estados Unidos superaram nesta segunda-feira (22) as 500 mil mortes pelo coronavírus, enquanto a aceleração da vacinação no mundo oferece um vislumbre de esperança, como na Inglaterra, que se prepara para uma "prudente" suspensão do confinamento.

Diante do marco sombrio nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden ordenará que as bandeiras dos prédios do governo federal sejam hasteadas a meio mastro por cinco dias, anunciou sua porta-voz, Jen Psaki.

O presidente democrata planeja falar à nação antes de participar de uma cerimônia à luz de velas e um minuto de silêncio com sua esposa Jill, junto com a vice-presidente Kamala Harris e seu marido Doug Emhoff na Casa Branca.

Ao contrário de seu antecessor, o republicano Donald Trump, que muitas vezes procurou minimizar a doença, Biden fez do combate à pandemia sua prioridade. O presidente alertou que o número de vítimas nos Estados Unidos pode ultrapassar 600 mil.

Mas nos Estados Unidos e no resto do mundo há sinais de progresso para superar a pandemia declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março de 2020, com queda acentuada nas infecções e aumento constante nas entregas de vacinas.

No Reino Unido, com mais de 120.000 mortes, o primeiro-ministro Boris Johnson revelou nesta segunda-feira um plano "prudente" e "progressivo" para retirar a Inglaterra do confinamento imposto no início de janeiro, após uma explosão de casos ligados à variante britânica do coronavírus.

O retorno dos alunos às escolas está previsto para 8 de março e as vendas no varejo não essenciais a partir de 12 de abril. Em 17 de maio será possível assistir a jogos esportivos e demais restrições de distanciamento social devem ser retiradas em 21 de junho.

Na Alemanha, apesar dos temores de uma terceira onda relacionada à variante britânica, as escolas reabriram após um fechamento de dois meses.

Ainda assim, é improvável que haja uma data final clara para os riscos de contágio de um vírus facilmente transmissível.

O principal conselheiro de saúde de Biden, Anthony Fauci, lembrou que os americanos podem ter que usar máscaras até 2022.

Em todo o mundo, o número de óbitos é próximo a 2,5 milhões.

Os países com mais mortes depois dos Estados Unidos são o Brasil (mais de 246.000), México (mais de 180.000), Índia (cerca de 156.000) e Reino Unido (mais de 120.000).

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