Publicado 22 de Fevereiro de 2021 - 16h20

Por AFP

O Chile abriu um julgamento internacional contra a americana Albemarle, acusada de violar um contrato de exploração de lítio no Salar de Atacama, no norte chileno, anunciou nesta segunda-feira (22) a estatal Corporação de Fomento à Produção (Corfo).

Encarregada da administração das reservas de lítio do Chile, onde este mineral é considerado estratégico, a Corfo acusa a Albermarle de calcular erroneamente em 2020 o pagamento da comissão estabelecida no contrato de exploração do lítio.

A diferença chega a 15 milhões de dólares, de acordo com a Corfo.

"A Albemarle ignorou suas obrigações e decidiu há mais de um ano alterar as regras do jogo" acordadas no contrato que assinou com o Chile em 2016, afirmou Pablo Terrazas, vice-presidente executivo da Corfo.

A Corporação apresentou na sexta-feira o pedido de julgamento na Câmara do Comércio Internacional (ICC), com sede em Paris. No pedido, exigiu "de forma forçada o cumprimento estrito do contrato por parte da Albemarle, que deverá pagar o valor total devido".

O Chile afirma que a empresa americana pagou as comissões entre 2017 e 2018 sob as condições estabelecidas no contrato pelas vendas do metal, mas depois mudou a fórmula de cálculo.

A empresa americana produz cerca de 140.000 toneladas métricas anuais no Salar de Atacama (norte), área de grande potencial devido às suas altas concentrações de lítio, baixo nível de impurezas e exploração de subprodutos como o potássio.

A Albemarle é rival da chilena SQM na exploração de lítio no Chile.

O lítio é um metal cobiçado no mercado mundial principalmente para a produção de baterias, em particular para o desenvolvimento de carros e ônibus elétricos.

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