Publicado 22 de Fevereiro de 2021 - 9h23

Por AFP

O Conselho da União Europeia (UE) anunciou nesta segunda-feira (22) a inclusão de 19 funcionários do governo da Venezuela na lista de pessoas que são alvos de sanções por seu papel em "decisões que minam a democracia e o Estado de Direito" no país.

A decisão afeta, entre outros, o comandante de polícia Remigio Ceballos, o governador do estado de Zulia, Omar José Prieto, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Indira Alfonzo, e dois deputados da Assembleia Nacional.

"As pessoas adicionadas à lista são responsáveis, em particular, por minar os direitos eleitorais da oposição e o funcionamento democrático da Assembleia Nacional, e por graves violações dos direitos humanos e restrições das liberdades fundamentais", afirmaram os ministros das Relações Exteriores da UE em um comunicado.

Com a medida, agora 55 venezuelanos são objetos de sanções da UE.

A decisão destaca que em 25 de janeiro os ministros já haviam mencionado que a UE estava disposta a adotar novas "medidas restritivas" contra funcionários por "violações graves aos direitos humanos".

Por este motivo, "em vista da grave situação que persiste na Venezuela", concluíram que "19 pessoas devem ser incluídas na lista de pessoas físicas e jurídicas, entidades e organismos submetidas a medidas restritivas".

A UE não reconhece o resultado das eleições legislativas organizadas em dezembro na Venezuela, que abriram o caminho para que o partido no poder, do presidente Nicolás Maduro, recuperasse a maioria na Assembleia Nacional.

Ao não reconhecer o resultado das eleições, a UE tampouco reconhece a legitimidade da Assembleia.

A UE enviou emissários a Caracas no ano passado para convencer todas as partes a adiar as eleições, com o objetivo de criar condições para que o bloco enviasse uma missão de observação eleitoral.

Os esforços não prosperaram e as eleições foram organizadas, apesar das advertências, com o boicote do líder opositor Juan Guaidó e de seus partidários.

Em janeiro, os ministros europeus divulgaram "conclusões" de quatro páginas sobre a situação na Venezuela, nas quais expressaram as posições de consenso entre os países do bloco.

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