Publicado 21 de Fevereiro de 2021 - 14h00

Por AFP

Conservador, mas acima de tudo anticorreísta, Guillermo Lasso quer recolocar o Equador em poder da direita depois de três décadas.

No dia 11 de abril, ele enfrentará Andrés Arauz, economista 29 anos mais jovem.

Será um duelo de gerações mas, acima de tudo, a oportunidade de Lasso se vingar do socialista Rafael Correa, para quem perdeu a presidência em 2013. Em 2017, ele enfrentou Lenín Moreno, sucessor de Correa.

Depois de romper com Moreno, Correa promoveu o jovem Arauz (36 anos) como seu herdeiro político.

Lasso (com 19,74% dos votos) superou por pouco o líder indígena Yaku Pérez (19,39%), outro antigoverno, mas de esquerda. Arauz venceu o primeiro turno com 32,72%.

Caçula de onze irmãos de uma família de classe média, Lasso tornou-se um banqueiro de sucesso sem diploma universitário.

Seu irmão Xavier, jornalista e intelectual de 67 anos, é correísta. Durante o governo socialista, foi chanceler e representante nas Nações Unidas.

O candidato Lasso levantou bandeiras contra o chavismo que governa a Venezuela. Se derrotar Arauz, ele retornará o poder à direita após 32 anos.

O experiente empresário lucrou com a luta de morte entre Correa e Moreno, que dividiu o movimento esquerdista Alianza País que o liderava.

Com o apoio de poderosos setores econômicos, Lasso apoiou Moreno em um referendo em 2018 que eliminou a reeleição indefenida promovida por Correa.

"Viraremos a página do socialismo no século XXI e entraremos em uma etapa de plena democracia, de liberdade", diz Lasso, membro da Opus Dei e nascido em 16 de novembro de 1955 em Guayaquil, um dos primeiros focos da pandemia na América Latina.

Lasso propõe vacinar nove milhões de pessoas em seus primeiros 100 dias de governo. Haverá "uma mudança no modelo que vai virar a página da corrupção, da ineficiência e do desperdício de recursos públicos", declarou durante a campanha.

Lasso usa óculos, tem cabelos grisalhos e caminha com o apoio de bengala.

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