Publicado 20 de Fevereiro de 2021 - 10h00

Por AFP

Autoridades militares do governo iemenita acusaram os rebeldes huthis, neste sábado (20), de usarem civis como escudos humanos em sua ofensiva para tomar o controle da cidade de Marib, controlada pelas forças leais.

Com o apoio do Irã, os huthis tentam, há mais de um ano, tomar o controle de Marib (120 km ao leste da capital do país, Sanaa), uma cidade localizada próxima a campos de petróleo e último bastião do poder no norte do país.

Após uma trégua, em 8 de fevereiro foi retomada a ofensiva contra as forças do governo apoiadas por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita.

Na quinta-feira, o enviado da ONU para o Iêmen, Martin Griffiths, pediu a ambos os lados que ponham fim aos combates, alertando para um desastre humanitário.

O ataque "põe milhões de civis em perigo, especialmente com os combates chegando aos acampamentos de deslocados", advertiu.

Oficiais do Exército disseram à AFP que os rebeldes estavam usando civis do acampamento de deslocados internos de Al Zor "como escudos humanos", depois da tomada desta cidade no início da semana.

Nos últimos dias, os rebeldes avançaram para o oeste e o norte de Marib.

Os combates das últimas 24 horas mataram pelo menos 12 combatentes leais e deixaram outros 33 feridos, de acordo com autoridades militares. O Exército relatou ainda 20 mortes nas fileiras rebeldes.

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