Publicado 20 de Fevereiro de 2021 - 9h40

Por AFP

A China divulgou um vídeo com o que seriam confrontos entre militares chineses e indianos, em junho de 2020, na fronteira do Himalaia entre os dois países, que deixaram vários mortos em ambos os lados.

Como armas de fogo são proibidas nesta área, o combate foi corpo a corpo. À época, Nova Délhi relatou 20 mortes em suas fileiras, mas Pequim não forneceu detalhes sobre eventuais baixas.

Ontem (19), oito meses após os embates, o Ministério chinês da Defesa informou a morte de quatro militares.

Um vídeo divulgado posteriormente pela televisão pública CCTV mostra o que apresenta como soldados indianos que cruzam a pé um rio em meio aos picos nevados da cordilheira de Karakorum.

Com paus e escudos, nos quais se lê "Polícia", eles se voltam para os militares chineses do outro lado. Estes últimos tentam impedir sua passagem com os próprios corpos.

A reportagem da CCTV acusa os indianos de terem cruzado a fronteira para "provocar" os militares chineses.

As imagens mostram ainda grupos de soldados de ambos os países se enfrentando na escuridão. Na sequência, aparecem chineses cuidando de um dos homens de suas fileiras, que tem a cabeça coberta de sangue.

Como um acordo bilateral proíbe as armas de fogo, os soldados costumam recorrer a pedras, socos e outros objetos em seus confrontos.

Este incidente em alta altitude, na fronteira do Tibete com a região indiana de Ladakh, foi o mais grave entre os dois gigantes asiáticos desde a guerra relâmpago de 1962, vencida pela China.

A Linha de Controle Efetivo ("Lign of Actual Control", LAC), fronteira de facto entre Índia e China, não está bem demarcada, e os dois países se acusam mutuamente de invadir o território oposto.

Após o confronto, Pequim e Nova Déli enviaram dezenas de milhares de soldados e armas pesadas para a região.

No início de fevereiro, os dois países chegaram a um acordo de "retirada" mútua das tropas em um dos setores disputados da fronteira.

rox/ehl/bar/mlb/af/tt

Escrito por:

AFP