Publicado 19 de Fevereiro de 2021 - 19h20

Por AFP

Grupos de manifestantes participaram de atos de vandalismo em Barcelona nesta sexta-feira (19), na quarta noite de protestos contra a prisão do rapper espanhol Pablo Hasél, constataram jornalistas da AFP.

A gritos de "Pablo Hasél, liberdade!", os manifestantes primeiro atiraram fogos de artifício, latas e garrafas contra o cordão policial que protegia a sede da Polícia Nacional, no centro de Barcelona.

De lá se deslocaram para diversos pontos do centro da capital catalã, queimando lixeiras, quebrando vidros de agências bancárias e destruindo o mobiliário urbano.

Segundo os Mossos d"Esquadra, a polícia regional catalã, "grupos de encapuzados" também se aproveitaram para roubar lojas.

"É vergonhoso porque nenhum dos comerciantes é culpado para que quebrem suas vitrines", afirmou à AFP Joan, um homem de 61 anos que preferiu não revelar seu sobrenome.

"Eles não entendem até onde vai a liberdade de expressão", acrescentou.

Também ocorreram protestos na cidade catalã de Gerona, 100 km ao norte de Barcelona, onde "grupos violentos" destruíram o mobiliário urbano para atirá-lo contra a polícia, quebrando as vidraças de uma agência bancária, informaram os Mossos d"Esquadra.

Três pessoas foram presas, uma em Barcelona e duas em Gerona, de acordo com os Mossos.

Hasél, de 32 anos, foi condenado a nove meses de prisão por enaltecer o terrorismo por meio de tuítes nos quais descreveu o rei Juan Carlos I como um "mafioso", além de elogiar as pessoas envolvidas em atentados, e acusou a polícia de matar e torturar migrantes e manifestantes.

Não querendo entrar na prisão voluntariamente, ele se refugiou na universidade de Lleida, a cidade catalã onde nasceu, e foi detido e encarcerado na terça-feira passada.

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