Publicado 19 de Fevereiro de 2021 - 19h12

Por AFP

Nas finais de torneios do Grand Slam ela tem sido imbatível até agora. Depois de duas semanas em que se mostrou muito sólida, a japonesa Naomi Osaka (terceira do ranking mundial) é a grande favorita ao título do Aberto da Austrália, onde joga a final neste sábado, às 5h30 (horário de Brasília), contra a americana Jennifer Brady (24ª).

Até agora, Osaka, de 23 anos, venceu as três "grandes" finais que disputou: US Open em 2018 e 2020 e Australian Open 2019.

Em grandes ocasiões, ela sabe responder. Quando supera as oitavas de final em um torneio de Grand Slam, vai direto rumo ao título.

Dos seis troféus que possui desde sua revelação em 2018, metade é de torneios do Grand Slam, um número impressionante.

Como explicar esse seu sucesso sistemático nas finais do Grand Slam? Porque "eu só joguei três", responde ela, com um sorriso.

"As pessoas não se lembram dos finalistas. Só fica registrado o nome do vencedor", afirma a japonesa.

"É na final que eu luto mais", garante a tenista.

Brady, que é dois anos mais velha que Osaka, lembra da primeira vez em que enfrentou a adversária asiática, em um pequeno torneio na Flórida.

"A irmã dela (Mari) e ela estavam jogando. Acho que ela tinha acabado de entrar no top 200. Já naquela ocasião percebi sua ótima rebatida, e que ia ser muito boa. Ela tem algo especial", lembra.

"Ela tem muita potência. Isso te obriga a ser agressiva e a atacar primeiro. Se não, é você quem tem que correr. Não quero ser eu a que corre", disse Brady.

Enquanto Osaka brilhou no mais alto nível desde cedo, para Brady custou mais e foi só no ano passado que ela realmente se destacou entre as melhores, chegando às semifinais do Aberto dos Estados Unidos, onde foi a própria Osaka quem interrompeu sua passagem (7-6, 3-6 e 6-3).

"Foi uma das minhas partidas mais memoráveis. De nível muito alto, completamente", lembra Osaka, que se disse "nem um pouco surpresa" em ver Brady na final de Melbourne.

Jennifer Brady, que tem apenas um título em seu currículo (Lexington, no Kentucky, em 2020), já tem a garantia de entrar no "Top 20" no final desta quinzena australiana.

Naomi Osaka, que parece cada vez mais sólida, se aproximaria, em caso de título, ao primeiro lugar no ranking mundial, posição que já ocupou durante 25 semanas em 2019.

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