Publicado 19 de Fevereiro de 2021 - 18h10

Por AFP

O Peru vacinou mais de 133.000 trabalhadores de saúde contra o covid-19 nos primeiros 10 dias do plano de imunização, informou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (19).

Até o momento, 133.564 pessoas foram vacinadas, 35% das incluídas na Fase 1 de vacinação, que começou em 9 de fevereiro, segundo dados do ministério.

"Como médica e como peruana me sinto bem em receber a vacina, porque é importante e estou me protegendo", disse à AFP a Dra. Miriam Chávez, de 47 anos, depois de receber uma dose da droga chinesa Sinopharm nesta sexta-feira no estádio Ollantaytambo, em Lima.

"Tive covid há seis meses, mais ou menos em julho, e acho que a vacina vai me ajudar em alguma coisa, porque ainda trabalho no Hospital Materno Infantil", afirmou Juan Vega, um funcionário administrativo, de 46 anos.

No mesmo estádio, mais de 1.000 profissionais e funcionários de 12 hospitais e clínicas da região de Ate (distrito de Lima) foram convocados para ser vacinados.

Os profissionais de saúde da linha de frente estão recebendo a primeira das duas doses de Sinopharm, enquanto o país enfrenta a segunda onda da pandemia.

Porém, fora do Instituto Nacional de Cardiovasculares e de outros hospitais de Lima, um grupo de médicos protestou esta semana por não ter sido incluído na campanha de vacinação, segundo a imprensa local.

O Peru já recebeu um milhão de vacinas da Sinopharm, mas mais doses do imunizante chinês devem chegar nas próximas semanas, assim como do grupo farmacêutico americano Pfizer e outros fornecedores.

"Poderíamos estar no final de julho dando cobertura a 60% da população e deixando o restante para o segundo semestre", afirmou o novo ministro da Saúde, Oscar Ugarte. O mandato do atual governo transitório de Francisco Sagasti termina em 28 de julho.

O Peru está vivendo um suposto escândalo de corrupção depois que foi revelado na semana passada que 487 pessoas - incluindo o ex-presidente Martín Vizcarra, duas ministras de Sagasti e o núncio do Vaticano - haviam sido vacinadas irregularmente com antecedência.

Além disso, as autoridades peruanas têm sido alvo de críticas pelo atraso na obtenção das doses e pela suposta morosidade do processo de vacinação.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru registra 44.489 mortes por covid-19 e 1,26 milhão de casos confirmados. O país enfrenta uma escassez de oxigênio médico para pacientes em estado crítico e tem hospitais saturados com 14.414 pacientes com coronavírus.

Lima e outras regiões do país ficarão em quarentena ao longo de fevereiro para conter as infecções, que quadruplicaram em relação a dezembro.

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