Publicado 19 de Fevereiro de 2021 - 16h20

Por AFP

Em sua primeira reunião por videoconferência com Joe Biden, os líderes do G7 se comprometeram nesta sexta-feira(19) a retornar ao multilateralismo, abalado sob o governo de Donald Trump, e prometeram compartilhar vacinas contra a covid-19 com os países mais pobres.

Um mês depois de chegar à Casa Branca com a promessa de diplomacia, o democrata participou de suas primeiras reuniões internacionais.

Primeiro, ele participou de uma videoconferência com os líderes da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e União Europeia, cujo principal assunto foi a resposta à pandemia, que já deixou mais de 2,4 milhões de mortos em todo o mundo.

Em seguida, discursou na conferência de segurança de Munique, na primeira vez que um presidente americano compareceu a este encontro anual de chefes de Estado, diplomatas e especialistas em segurança.

"Estou enviando uma mensagem clara ao mundo. Os Estados Unidos estão de volta. A aliança transatlântica está de volta", afirmou o 46º presidente dos Estados Unidos na Casa Branca nesta segunda reunião.

Em nota, os líderes do G7 reconheceram este novo estado de coisas, afirmando que pretendem fazer de 2021 "um ponto de inflexão para o multilateralismo", aplicando-o primeiro à pandemia.

"Mais uma vez, o multilateralismo terá mais opções dentro do G7", afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel.

Eles anunciaram que vão dobrar seu apoio coletivo à vacina anticovid com ajuda de até 7,5 bilhões de dólares, especialmente por meio do programa Covax da ONU, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), à qual Washington acaba de reintegrar após a saída de Trump.

Além dos Estados Unidos, a União Europeia dobrou sua contribuição para 1 bilhão de euros(1,21 bilhão de dólares).

A Alemanha anunciou que contribuirá com 1,5 bilhões de euros adicionais (cerca de 1,8 bilhões de dólares) para a luta global contra a pandemia.

O programa visa fornecer vacinas contra o coronavírus este ano a 20% da população de quase 200 países e territórios participantes, mas acima de tudo inclui um mecanismo de financiamento que permite que 92 economias de baixa e média renda tenham acesso às doses.

As grandes potências iniciairam, com maior ou menor sucesso, campanhas de vacinação em massa contra o coronavírus, mas os países desfavorecidos permanecem por enquanto à margem.

Os países ricos pediram grandes quantidades de doses sem saber se essas vacinas seriam eficazes, mas dado o número de medicamentos que funcionam, acabaram dispondo de centenas de milhões de doses restantes.

"Esta é uma pandemia global e não faz sentido um país se sobrepor a outros, temos que avançar juntos", ressaltou o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, cujo país detém a presidência rotativa do G7, na abertura do encontro.

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