Publicado 18 de Fevereiro de 2021 - 19h50

Por AFP

O Brasil superou os 10 milhões de casos de covid-19 nesta quinta-feira (18), em meio a uma segunda onda da pandemia e interrupções do plano de vacinação em algumas cidades por falta de imunizantes.

Nas últimas 24 horas, o país - o terceiro a ultrapassar a marca dos 10 milhões - registrou mais de 51.800 novos casos e 1.367 mortes pela covid-19.

Com isso, o Brasil soma 10.030.000 casos, aumentando as críticas ao governo de Jair Bolsonaro pelas dificuldades em implantar rapidamente um plano de vacinação massivo, que até agora teve a cobertura de apenas 3% da população.

A imunização, que teve início há um mês com doses da CoronaVac e AstraZeneca/Oxford, foi interrompida esta semana em grandes cidades como Rio de Janeiro e Salvador, que esgotaram as vacinas distribuídas até agora pelo governo federal.

A situação pode se repetir em outras capitais como Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis, segundo a imprensa brasileira.

Com os estoques esgotados, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, garantiu esta semana que o país terá mais de 230 milhões de doses até o final de julho. No entanto, essa previsão depende tanto da importação de doses fabricadas no exterior, quanto do embarque de insumos para a produção local da vacina no país.

O cálculo inclui também 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik V e 20 milhões da indiana Covaxin, cujos laboratórios o governo ainda não formalizou acordo.

Com mais de 243 mil mortes desde o início da pandemia, o Brasil é o segundo país com maior número absoluto de mortes depois dos Estados Unidos, que já ultrapassa as 490 mil mortes.

Além do enfrentamento de uma segunda onda, o tempo é curto por causa da variante do novo coronavírus detectada na Amazônia e que já começou a se espalhar pelo país.

Segundo especialistas, essa mutação do vírus - suspeita de ser mais contagiosa - pode ser a causa do colapso ocorrido em janeiro no estado do Amazonas.

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