Publicado 18 de Fevereiro de 2021 - 17h30

Por AFP

As autoridades israelenses e sírias anunciaram na noite desta quinta-feira (18) uma troca de prisioneiros entre os dois países com intermediação da Rússia.

A princípio, o exército israelense indicou que havia entregue à Síria dois "pastores" que foram presos "algumas semanas" atrás, depois de cruzar uma fronteira disputada na região das colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel.

"De acordo com as diretrizes do governo israelense, o exército devolveu dois pastores ao território sírio", informou a força armada, especificando que ambos haviam sido deixados sob cuidados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Quneitra (Síria).

Os dois indivíduos foram presos "nas últimas semanas" após terem "cruzado a linha Alfa", a fronteira de fato entre a Síria e Israel na parte do Golã anexada por este último.

A Síria confirmou a libertação dos dois prisioneiros e os identificou como Mohamed Hussein e Tarek al Obeidan.

Sua libertação ocorreu após "o intercâmbio que começou na véspera com mediação russa" e que, segundo a agência de notícias oficial síria Sana, facilitou a libertação de uma ativista síria, Nihal al Mokt, na quarta-feira, em troca de um israelense que teria entrado no território sírio "por engano".

Na quarta-feira, quando questionado sobre uma possível troca de prisioneiros com a Síria por intermédio russo, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que "era uma questão de vida ou morte".

"Faço uso dos meus contatos pessoais com o presidente [russo Vladimir] Putin para resolver este problema", acrescentou Netanyahu em uma entrevista à rádio militar israelense.

Israel e Síria, que estão tecnicamente em guerra, são separados por uma fronteira de fato no alto das colinas de Golã, que Israel ocupou parcialmente desde o final da Guerra dos Seis Dias, em 1967.

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