Publicado 18 de Fevereiro de 2021 - 15h10

Por AFP

A onda de frio que atingiu o sul dos Estados Unidos deixou mais de 600.000 casas e empresas sem energia no Texas, o maior produtor de petróleo e gás do país.

Como o estado entrou nesta crise?

O frio intenso, marcado por temperaturas polares e tempestades de neve, causou um aumento no consumo de eletricidade nos estados do sul dos Estados Unidos nos últimos dias.

O Texas, que tem quase 29 milhões de habitantes, enfrenta as piores dificuldades para atender a essa explosão de demanda.

Diversas usinas movidas a gás natural, energia eólica ou nuclear - e que abastecem cidades como Austin ou Houston - sofreram interrupções de seu funcionamento por causa dessas condições extremas.

A ERCOT, empresa responsável pela distribuição de energia no Texas, declarou estado de emergência durante a noite de domingo para a segunda-feira e decidiu, por precaução, cortar algumas fontes de energia para evitar a saturação da rede.

Algumas famílias ficaram sem energia por mais de 48 horas quando o termômetro chegou a temperaturas raramente vistas.

Na quarta-feira à noite, a empresa informou que havia restaurado a energia para cerca de 1,6 milhão de casas, acrescentando estar trabalhando "24 horas por dia para restaurar a energia para os texanos".

O governador republicano do Texas, Greg Abbott, criticou o gerenciamento de crise feito pela ERCOT.

Em um comunicado divulgado na terça-feira, Abott declarou que a empresa "não tem sido nada confiável nas últimas 48 horas".

"Muitos texanos estão privados de eletricidade e calor, pois nosso estado enfrenta temperaturas congelantes e inverno rigoroso. Isso é inaceitável", acrescentou, anunciado uma investigação sobre a ERCOT.

O órgão federal responsável pelas tarifas de energia elétrica e gás natural também anunciou que analisará os motivos das interrupções de energia "nos próximos dias".

No entanto, alguns especialistas acreditam que o problema é principalmente estrutural.

"A ERCOT não pode investir em equipamentos. Só pode gerenciar a rede", ressaltou Ed Hirs, professor de economia da Universidade de Houston.

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