Publicado 18 de Fevereiro de 2021 - 14h50

Por AFP

O ataque contra a cidade de Marib, no norte do Iêmen, pelos rebeldes houthis "deve parar", afirmou nesta quinta-feira (18) o enviado do Conselho de Segurança da ONU, Martin Griffiths, que alertou para o risco de um desastre humanitário.

"Põe em perigo milhões de civis, especialmente com os combates que atingem os campos de deslocados internos", acrescentou ele durante uma videoconferência do Conselho de Segurança dedicada ao Iêmen.

"A busca de ganhos territoriais pela força ameaça as perspectivas do processo de paz".

Os houthis, apoiados pelo Irã, retomaram este mês a ofensiva para tomar Marib, uma área rica em petróleo e localizada cerca de 120 quilômetros a leste da capital Sanaa, em mãos rebeldes.

A perda de Marib pode ser um golpe sério para o governo iemenita, que é apoiado por uma coalizão liderada pelos sauditas, e também uma catástrofe para a população civil, incluindo centenas de milhares de deslocados em campos de refugiados na região.

"Para aproveitar a oportunidade de revitalizar o processo político, os partidos devem concordar imediatamente com um cessar-fogo nacional que ponha fim a todas as formas de luta", disse Griffiths.

Tim Lenderking, recentemente nomeado enviado especial dos EUA para o Iêmen como parte do esforço do governo do presidente Joe Biden para encerrar a guerra no país, também pediu aos rebeldes esta semana que parem seu avanço.

O ataque a Marib pode "empurrar uma infraestrutura humanitária já altamente exigida além do ponto de ruptura", disse Lenderking a repórteres em Washington após uma viagem à região.

O saldo da batalha de Marib é desconhecido, mas há relatos de centenas de mortes.

Até o início de 2020, Marib havia se tornado um santuário para muitos, tendo conseguido escapar do pior do conflito de seis anos no Iêmen.

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