Publicado 18 de Fevereiro de 2021 - 10h20

Por AFP

Os pedidos de asilo na União Europeia (UE) despencaram 31% em 2020, na comparação com o ano anterior, em grande parte devido às restrições adotadas pela pandemia do coronavírus - apontou a Agência Europeia de Apoio ao Asilo (EASO, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (18).

O nível de pedidos de asilo registrado na UE em 2020 foi o mais baixo desde 2013. No total, no ano passado, houve 461.000 pedidos de asilo, contra 671.200 pedidos em 2019.

De acordo com a EASO, em torno de 4% das demandas em 2020 corresponderam a menores desacompanhados.

Em uma nota, a entidade destacou que a "queda considerável" é reflexo do "impacto das medidas emergenciais tomadas devido à pandemia da covid-19", começando pela restrição de movimentos.

Entre os países de origem dos pedidos de asilo em 2020, a EASO não registrou mudanças em relação a 2019. Cidadãos sírios são os mais numerosos (embora com uma redução de 9% de um ano para o outro) e, atrás, estão os afegãos (16% a menos do que em 2019).

Em terceiro lugar, estão os cidadãos venezuelanos, cujas solicitações caíram 32% no ano passado, situando-se em 30.643, seguidos dos colombianos, com quase 30 mil inscrições, 9% a menos do que em 2019.

Entre os poucos países de origem que registraram maior número de pedidos em 2020 do que em 2019, dois latino-americanos se destacam: Cuba, com um aumento de 8%, e Brasil, com um avanço de 5%.

Segundo a EASO, a queda acentuada do número de pedidos de asilo permitiu aos países reduzir o número de casos acumulados à espera de decisão, embora o percentual de aceitação tenha se mantido estável de um ano para o outro, com 32% de respostas positivas.

Enquanto 84% dos pedidos sírios, ou 80% dos eritreus, receberam uma resposta positiva, apenas 2% dos pedidos colombianos e 3% dos venezuelanos foram aceitos, segundo a entidade.

ahg/bl/tt

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