Publicado 17 de Fevereiro de 2021 - 19h40

Por AFP

O líder indígena Yaku Pérez, candidato à presidência do Equador e que afirma ter sido vítima de fraude eleitoral no primeiro turno, pediu nesta quarta-feira (17) a suspensão da apuração de votos perante o Conselho Nacional Eleitoral, que não autorizou uma recontagem.

"Estamos formalizando o pedido de suspensão dos escrutínios manual e eletrônico do processo eleitoral e ao mesmo tempo a reabertura das urnas e do pacote eleitoral", disse Pérez após protocolar o pedido na sede do órgão eleitoral em Quito.

Pérez, um advogado ambiental de 51 anos, e seu adversário Guillermo Lasso, um ex-banqueiro de direita, se reuniram na sexta-feira passada com membros do CNE e observadores internacionais e concordaram em solicitar a recontagem de votos em 17 das 24 províncias.

No entanto, a CNE suspendeu esse processo na terça-feira ao decidir que "não aprova nem nega" o pedido dos candidatos para uma recontagem de votos.

Esta decisão pode ser contestada após os resultados oficiais serem anunciados.

O economista de esquerda Andrés Arauz, 36 anos, herdeiro político do ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017), venceu o primeiro turno das eleições presidenciais com 32,72% dos votos e tem presença garantida no segundo turno.

Lasso, de 65 anos, registrou 19,74% dos votos, frente a 19,38% do líder indígena, segundo apuração preliminar, da qual restam apenas 0,02% das urnas a serem contadas.

Pérez sustenta que na votação preliminar houve uma fraude para tirá-lo do segundo turno, ao cair para o terceiro lugar na contagem, ficando atrás de Lasso, com quem disputa voto a voto.

Em meio às denúncias de Pérez, organizações indígenas iniciaram uma caminhada nesta quarta-feira saindo da província de Loja (sul e fronteira com o Peru) para apoiar o candidato nas denúncias da suposta fraude.

A marcha pretende chegar a Quito na próxima terça-feira.

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