Publicado 17 de Fevereiro de 2021 - 18h20

Por AFP

O Google concordou em fazer "pagamentos significativos" à News Corp, de Rupert Murdoch, pela publicação de seu conteúdo, anunciaram as empresas nesta quarta-feira (17), em meio à crescente pressão sofrida pelas gigantes de tecnologia para que paguem por notícias, após uma iniciativa liderada pela Austrália.

Um comunicado conjunto classificou o acordo como uma "parceria histórica" que permitirá ao Google publicar notícias da companhia de mídia no âmbito de seu programa Google News Showcase.

O acordo de três anos também inclui o desenvolvimento de uma plataforma de assinatura, o compartilhamento de receitas de publicidade e "investimentos significativos em videojornalismo inovador" no YouTube, que pertence ao Google.

A Austrália está a caminho de aprovar uma lei que força as empresas digitais a pagar pelas notícias que publicam. Essa lei criaria um precedente global e, de acordo com o Facebook e o Google, prejudicaria a forma como as pessoas trabalham na internet.

Entre os veículos de imprensa que serão integrados ao Google News Showcase estão os americanos Wall Street Journal, Barron"s, MarketWatch e New York Post, os britânicos The Times, The Sunday Times e The Sun, e diversas organizações de mídia australianas.

O presidente-executivo da News Corp, Robert Thomson, afirmou que o acordo "terá um impacto positivo no jornalismo em todo o mundo, pois estabelece que o jornalismo "premium" deve ser recompensado".

"Por anos", disse ele, "fomos acusados de lutar contra os moinhos de vento da tecnologia, mas o que foi uma campanha solitária, uma cruzada quixotesca, se tornou um movimento, e tanto o jornalismo quanto a sociedade serão fortalecidos."

No início desta semana, funcionários em Sydney disseram que o Google e o Facebook estavam fechando acordos com a grande mídia australiana para pagar por seus conteúdos.

Segundo o chefe do Tesouro australiano, Josh Frydenberg, as negociações com os CEOs do Facebook e do Google, respectivamente Mark Zuckerberg e Sundar Pichai, fizeram um "grande progresso" na resolução de uma disputa que atrai atenção global.

Ambas as empresas ameaçaram interromper o fornecimento de seus serviços na Austrália caso a lei seja aprovada, atitude que desencadeou uma guerra verbal com Canberra.

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