Publicado 17 de Fevereiro de 2021 - 15h30

Por AFP

O movimento islâmico palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, anunciou nesta quarta-feira (17) que as autoridades judiciais vão revisar a polêmica decisão de proibir as mulheres solteiras de viajar sem autorização de um tutor.

No domingo, o Conselho Supremo da sharia (lei corânica) anunciou que a partir de agora estaria proibido que "uma mulher que não for casada viaje sem a permissão de um tutor, que pode recusar a viagem se for prejudicial".

Esta instância também indicou que "um pai ou um avô podem proibir um menino de mais de 18 anos de viajar se a viagem for prejudicial", sem especificar o que é considerado "prejudicial".

O serviço de imprensa do Hamas disse nesta quarta-feira estar "contente" com a "decisão do Conselho Supremo da sharia de reformular" as medidas anunciadas "para evitar qualquer confusão".

O artigo sobre as mulheres solteiras "foi mal interpretado, como uma proibição total de viajar" e será "modificado", acrescentou.

A decisão da instância judicial levantou críticas.

O Frente Democrática de Libertação Palestina (FDLP, um pequeno movimento de esquerda) pediu às autoridades para anular esta "ofensa à lei fundamental palestina e à declaração universal dos direitos humanos".

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