Publicado 17 de Fevereiro de 2021 - 15h20

Por AFP

Cerca de 450 migrantes, a maioria haitianos, estão nesta quarta-feira (17) há seis dias presos tentando fracassadamente sair do Brasil e entrar no Peru por uma ponte fronteiriça na Amazônia, vigiada por militares e policiais, observou um repórter da AFP.

Os uniformizados peruanos impedem que eles atravessem a Ponte da Integração do Acre devido à proibição no Peru desde o final de janeiro da entrada de viajantes do Brasil, Reino Unido e África do Sul, países que detectaram novas cepas da covid-19 mais agressivas.

A Igreja católica peruana pede uma solução para esses migrantes.

A ponte binacional inaugurada em 2006, de 240 metros de comprimento sobre o rio Acre, está localizada na remota região peruana de Madre de Dios, 1.000 km ao leste de Lima, na área da fronteira tripla entre Brasil, Peru e Bolívia.

Os migrantes, entre eles mulheres e crianças, afirmam que só precisam da permissão de trânsito no Peru, já que seu destino é o Equador, Estados Unidos ou seus respectivos países. Por enquanto, dormem em barracas e escolas na aldeia de Assis, no lado brasileiro da fronteira.

As centenas de migrantes cruzaram ilegalmente a ponte na terça-feira, ultrapassando os uniformizados peruanos que a vigiavam, mas foram devolvidos ao território brasileiro, disse o Comando Conjunto das Forças Armadas peruanas.

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