Publicado 17 de Fevereiro de 2021 - 11h00

Por AFP

A vacinação contra a covid-19 começou nesta quarta-feira (17) no Japão, a cinco meses dos Jogos Olímpicos de Tóquio, e na África do Sul, origem de uma das variantes registradas do vírus, no momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) celebra uma redução global dos contágios e mortes.

O Japão iniciou a imunização com semanas de atraso na comparação com a maioria dos países, apesar de ter reservado uma quantidade de doses suficiente para seus 126 milhões de habitantes, porque as agências reguladoras exigiram estudos clínicos adicionais em seu território.

Os primeiros vacinados com o fármaco desenvolvido pelos laboratórios Pfizer/BioNTech serão 40.000 profissionais da saúde. Em seguida serão imunizadas as pessoas com mais de 65 anos.

O Japão, que mantém as fronteiras fechadas a praticamente todos os visitantes há quase um ano, se viu relativamente menos afetado pela pandemia que outros países e registrou 418.000 casos e quase 7.000 mortes.

Mas os Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados no ano passado e previstos para julho e agosto de 2021, têm a rejeição de boa parte da população e provocam o medo entre os especialistas com os riscos de organizar de maneira segura um evento de tal dimensão.

Ao lado do Japão, outro país de peso no cenário mundial, a África do Sul, também iniciou nesta quarta-feira sua campanha de vacinação. Uma enfermeira do hospital de Khayelitsha, uma "township" da Cidade do Cabo, foi a primeira pessoa vacinada contra o coronavírus nesta nação de 57 milhões de habitantes.

A vacinação no país, o mais afetado da África com 48.000 mortes e quase 1,5 milhão de casos, foi adiada pelas dúvidas sobre a eficácia da vacina da AstraZeneca, a primeira adquirida pelo governo, contra a variante local do vírus.

A África do Sul decidiu administrar a vacina do laboratório americano Johnson & Johnson, da qual encomendou nove milhões de doses.

Neste contexto de incerteza e de cansaço por meses de pandemia e restrições, a OMS anunciou uma boa notícia na terça-feira, quando revelou que o número de novos casos de covid-19 registrados no mundo diminuiu 16% na semana passada e o de mortes 10%.

"O que importa agora é como reagimos a essa tendência. O fogo não apagou, mas reduzimos o tamanho", afirmou o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A queda dos contágios, pela quinta semana consecutiva, "mostra que medidas simples de saúde pública funcionam, inclusive com a presença de variantes do vírus", afirmou o diretor da OMS, antes de apresentar um alerta: "Se pararmos de combater o fogo em qualquer uma das frentes, ele voltará forte".

E como prova irrefutável estão os números: em pouco mais de um ano, a covid-19 matou 2,4 milhões de pessoas no planeta e infectou quase 110 milhões.

Neste momento há restrições em vigor em praticamente toda Europa. A Suécia, por exemplo, que apostou em enfrentar o vírus sem confinamento ou medidas excessivas, anunciou nesta quarta-feira que prevê o fechamento de academias, salões de beleza e restaurantes diante da terceira onda de contágios, que segundo as previsões será grave.

Ao mesmo tempo, a União Europeia (UE) assinou um contrato com o laboratório americano Moderna para 150 milhões de doses adicionais de sua vacina anticovid para este ano e outras 150 milhões para 2022, anunciou a Comissão Europeia.

As restrições não afetam apenas o Velho Continente.

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