Publicado 15 de Fevereiro de 2021 - 16h30

Por AFP

A conservadora rede social Parler, muito apreciada pelos seguidores do ex-presidente americano Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (15) estar disponível novamente, mais de um mês depois de grandes empresas de tecnologia americanas impedirem seu funcionamento.

A Apple e o Google retiraram o aplicativo, acusado de promover a violência entre uma parte da extrema-direita americana, de suas plataformas de download depois que os apoiadores de Trump invadiram o Congresso em Washington em 6 de janeiro.

A Amazon Web Services (AWS) decidiu, por sua vez, parar de hospedá-la em seus servidores.

"Parler foi criada para fornecer uma rede social que protege a liberdade de expressão e destaca o respeito pela privacidade e a troca de ideias", ressaltou Mark Meckler, diretor-geral interino da Parler, em um comunicado.

O diretor acrescentou que se recusou a permitir que "dezenas de milhões de americanos fossem silenciados".

Parler, que afirma ter 20 milhões de usuários, disse que está funcionando novamente para quem já tem seu aplicativo.

Novos usuários terão que esperar até a próxima semana para usar a plataforma.

Nas demais redes sociais, alguns usuários indicaram nesta segunda-feira que tiveram problemas de conexão, principalmente proprietários de dispositivos da Apple.

O ataque de 6 de janeiro levou a uma análise crítica da presença de Donald Trump e de grupos de extrema-direita nas redes sociais.

O Facebook e o Twitter vetaram as contas do ex-presidente e de muitos de seus seguidores vinculados ao movimento conspiratório QAnon que propagavam notícias falsas, incluindo que Joe Biden havia sido eleito a partir de uma fraude eleitoral massiva.

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