Publicado 14 de Fevereiro de 2021 - 11h00

Por AFP

A Catalunha começou a votar neste domingo (14) em eleições regionais marcadas pela pandemia, nas quais os socialistas do chefe de governo espanhol Pedro Sánchez querem ultrapassar os separatistas no poder, três anos depois de uma fracassada tentativa de secessão.

Com uma grande implementação de medidas sanitárias, os centros eleitorais abriram as portas a partir das 08h00 GMT (05h00 em Brasília) e fecharão às 19h00 GMT (16h00 em Brasília), quando começará a apuração cujo resultado deve ser revelado na mesma noite.

Às 13h00 GMT (10h00 de Brasília), 22,6% dos 5,6 milhões de eleitores já haviam votado, a menor participação em décadas e doze pontos a menos que nas últimas eleições de 2017, que bateram recorde de mobilização.

Apesar de uma leve melhora da pandemia nas últimas semanas, os especialistas estimam uma queda na participação pelo medo de se infectar com o vírus.

"É evidente que não é o melhor momento para fazer eleições (...), mas quando você sai para trabalhar todos os dias no metrô, também está se expondo", diz Sergi López, um eleitor de 40 anos de Barcelona.

O governo regional tentou adiar as eleições para o final de maio devido aos novos surtos da pandemia depois do Natal, mas a Justiça o impediu.

Em uma medida incomum, as pessoas infectadas ou em quarentena poderão votar de 18h00 às 19h00 GMT, faixa de horário em que os funcionários do centro eleitoral estarão equipados com trajes de proteção, luvas e máscaras.

Apesar do receio de uma abstenção dos cidadãos designados por sorteio para trabalhar no dispositivo eleitoral - mais de 40% pediu para não ir -, todos os pontos de votação funcionavam com normalidade nesta manhã.

Para minimizar o risco de contágio, as autoridades estabeleceram pontos de votação em espaços abertos como o entorno do estádio do FC Barcelona ou uma praça na cidade de Tarragona.

Em todos eles, os eleitores entravam pouco a pouco para evitar aglomerações e faziam fila do lado de fora sob uma chuva intermitente e incômoda.

A queda da participação aumenta a incerteza sobre a acirrada disputa entre os dois partidos separatistas do governo regional, Juntos pela Catalunha (JxC) e Esquerda Republicana (ERC), e os socialistas de Pedro Sánchez, com intenções de voto ao redor de 20%, segundo as pesquisas.

A Catalunha, de 7,8 milhões de habitantes, vive imersa na instabilidade política com cinco eleições regionais desde 2010, quando começou a crescer o movimento separatista que leva agora cinco anos no poder.

A tensão alcançou seu ponto máximo em outubro de 2017, com a realização de um referendo ilegal de autodeterminação e a fracassada proclamação de uma república independente sob a presidência de Carles Puigdemont, depois exilado na Bélgica.

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