Publicado 13 de Fevereiro de 2021 - 14h55

Por Estadão Conteúdo

Apesar da fiscalização, do cancelamento dos desfiles das escolas de samba no Sambódromo e da proibição de desfiles de blocos, o carnaval começou no Rio com aglomerações por toda a cidade. Pontos que normalmente atraem pessoas para beber e conversar na rua, como a Rua Dias Ferreira, no Leblon, na zona sul, e a Lapa, no Centro, ficaram cheios na noite de sexta-feira, 12. Segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), até a madrugada deste sábado, 13, foram interditados sete estabelecimentos comerciais, aplicadas nove multas e apreendidos equipamentos de som em quatro locais.

Para coibir aglomerações, um decreto municipal do Rio que passou a vigorar a partir da meia-noite de sexta-feira prevê até prisão para quem desfilar em blocos de carnaval, que estão proibidos. Quem for pego em aglomerações poderá ser enquadrado no artigo 268 do Código Penal, que trata de infração à determinação do poder público "destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa". A pena prevista é de detenção de até um ano, além de pagamento de multa.

Desde o início da semana, a prefeitura da capital, o governo estadual do Rio de Janeiro e os órgãos de segurança têm alertado sobre a proibição de se fazer aglomerações. A Polícia Civil determinou à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) que monitore redes sociais de organizadores de festas clandestinas. As informações são repassadas para a Seop, que atua diretamente na fiscalização, em parceria com a Guarda Municipal e o Instituto de Vigilância Sanitária, e com o apoio da Polícia Militar (PM).

Apesar do monitoramento preventivo da internet e das redes sociais, equipes de fiscalização tiveram trabalho. Entre a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado, verificaram denúncias de eventos na Lapa, Centro, Santo Cristo, Ipanema, Gávea e Bangu, informou a Seop. Equipes da Guarda Municipal também atuaram no Leblon. Também houve fiscalização do comércio ambulante, com a apreensão de 122 itens.

No Centro, um estabelecimento onde era realizado um baile de carnaval foi interditado por falta de licenciamento sanitário e multado. Também foram apreendidos cinco mesas de som e um microfone, segundo a Seop. A escola de samba Unidos da Tijuca foi multada por ausência de licenciamento e aglomeração porque um evento estava para acontecer em sua quadra no Santo Cristo, na zona portuária, na noite de sexta-feira. O local foi interditado. Também foram apreendidos equipamentos de som.

Na zona sul, uma festa realizada sem autorização no tradicional Jockey Clube, no Jardim Botânico, foi interditada. Outra festa - intitulada "Carnaval 2021 - Farme Beach Lounge" - foi interrompida. O estabelecimento foi interditado "por aglomeração e falta de licenciamento" e multado, informou a Seop. Nas duas festas interditadas, equipamentos de som foram apreendidos.

No Parque União, favela do Complexo da Maré, na zona norte, pessoas se aglomeraram, até a manhã deste sábado, num show do cantor Belo, como mostraram imagens aéreas exibidas no "RJTV", da TV Globo.

Houve incidentes também na Baixada Fluminense e na região metropolitana na sexta-feira. A PM usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar um bloco clandestino em Nova Iguaçu. Em Magé, outra festa de rua foi interrompida com a chegada de PMs, mas sem incidentes.

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