Publicado 13 de Fevereiro de 2021 - 12h20

Por AFP

Os talibãs alertaram a OTAN neste sábado (13) contra uma tentação de "continuar a guerra e a ocupação" em momentos em que a Aliança considera uma retirada do Afeganistão.

Os ministros da Defesa da Aliança Atlântica, que inclui os Estados Unidos, se reúnem na próxima semana para debater se os 10.000 efetivos da OTAN no Afeganistão devem permanecer ou não no país, em um momento em que crescem os ataques dos talibãs.

"Nossa mensagem à reunião ministerial da OTAN é que continuar com a ocupação e a guerra (...) não está no interesse de seus povos e nossos povos", disseram os talibãs em um comunicado.

"Quem tentar continuar a guerra e a ocupação será responsabilizado por isso (...)", acrescentaram.

O ex-presidente americano Donald Trump alcançou em 2020 um acordo com os talibãs pelo qual Estados Unidos aceitou um abandono gradual das tropas estrangeiras do Afeganistão até maio de 2021 se houvesse uma redução da violência e negociações de paz com o governo de Cabul.

O governo do novo presidente americano, Joe Biden, antecipou que está revisando esse acordo de 2020, já que os talibãs não respeitam seu compromisso de reduzir a violência.

Os talibãs acusam os Estados Unidos de violar o acordo de paz e insistiram recentemente que continuarão seu combate se as tropas estrangeiras não forem embora em maio.

Nos últimos dias da presidência de Trump, Estados Unidos reduziu unilateralmente sua presença no Afeganistão para 2.500 soldados apenas.

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, insistiu várias vezes que os membros da OTAN devem decidir "conjuntamente" o futuro de suas missões, e espera que Biden estabeleça uma coordenação mais estreita com seus aliados.

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