Publicado 13 de Fevereiro de 2021 - 0h11

Por AFP

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA divulgaram novas diretrizes nesta sexta-feira (12), pedindo que as escolas reabram o mais rápido possível, oferecendo um plano detalhado para limitar a disseminação da covid-19.

A estratégia inclui o uso obrigatório de máscara, lavar as mãos, desinfecção e rastreamento de casos de contato. O plano, porém, não dá atenção à ventilação dos ambientes, apesar de ser o principal meio de transmissão do vírus.

E embora os CDC recomendem que professores e funcionários sejam vacinados o mais rápido possível, eles não mencionam se isso é imprescindível para a reabertura das escolas. Esse ponto é muito debatido, especialmente nos sindicatos de professores.

O documento recomenda várias abordagens para a reabertura de estabelecimentos de ensino, a partir da média de número de casos novos por 100.000 habitantes nos últimos sete dias em cada área.

Como as crianças mais novas correm menos risco de infecção do que as mais velhas, os CDC recomendam que, em áreas com alta transmissão (50 a 99 novos casos por 100.000 pessoas), as escolas primárias e secundárias mudem para o ensino híbrido.

Quando o nível de transmissão for considerado alto (mais de 100 casos novos por 100 mil pessoas), esses estabelecimentos devem passar para o ensino exclusivamente virtual.

As escolas também são fortemente encorajadas a estabelecer "cápsulas" (grupos de alunos) para facilitar o rastreamento de casos por contato.

Grande parte da motivação por trás do plano, de acordo com os CDC, é a necessidade de igualar as oportunidades para todos os alunos.

"A falta de opções de educação presencial pode colocar crianças de comunidades de baixa renda em desvantagem, que podem ser de diversos grupos étnicos e raciais minoritários, aprendizes da língua inglesa e alunos com dificuldades de aprendizagem", de acordo com o documento.

Rochelle Walensky, que dirige os CDC, disse em uma teleconferência que, embora as crianças possam contrair a covid-19, "menos de 10% dos casos nos Estados Unidos foram em crianças e adolescentes com idades entre 5 e 17 anos".

"Os alunos não são a principal fonte de exposição ao SARS-CoV-2 entre adultos nas escolas", afirmou. "Os dados sugerem que a transmissão entre funcionários é mais comum do que a transmissão de aluno para funcionário, de funcionário para aluno ou de aluno para aluno."

Resta saber como os poderosos sindicatos de professores responderão a essas diretrizes.

As situações são muito diversas de acordo com cada estado e a natureza das escolas (públicas, privadas, religiosas). As autoridades e professores defendem uma reabertura gradual dos estabelecimentos.

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