Publicado 13 de Fevereiro de 2021 - 0h10

Por AFP

A defesa do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump pediu nesta sexta-feira (12) ao Senado dos Estados Unidos que rejeite a acusação feita pelos democratas, argumentando que a iniciativa é uma "vingança política" e busca "anular" o movimento popular de direita.

"Sejamos claros: este julgamento é muito mais do que o presidente Trump", disse o advogado Bruce Castor, ao encerrar a argumentação da defesa.

"Trata-se de anular 75 milhões de eleitores de Trump e penalizar opiniões políticas. É disso que trata este julgamento", afirmou.

As acusações do impeachment são "um ato de vingança política e são descaradamente inconstitucionais", alegou o advogado Michael Van Der Veen.

"O Senado deveria votar de forma rápida e decidida para rejeitá-lo", pediu.

Os advogados de Trump concluíram seus argumentos depois de apenas três horas, embora tivessem 16 horas para apresentar seu caso. O veredicto pode sair no fim de semana.

Trump foi indiciado pela Câmara dos Representantes, de maioria democrata, com a acusação de "incitação à insurreição" no ataque de seus partidários ao Capitólio, ocorrido uma semana antes.

Na quinta-feira, legisladores que atuam como promotores no processo concluíram sua argumentação após dois dias de apresentações, que incluíram vídeos chocantes da rebelião na sede do Congresso.

Eles alegaram que Trump alimentou deliberadamente a tensão nacional depois de perder a reeleição para Joe Biden em 3 de novembro com uma campanha de alegações infundadas denunciando fraudes eleitorais massivas.

A tomada do Capitólio em 6 de janeiro ocorreu logo após uma grande manifestação organizada por Trump perto da Casa Branca, na qual ele pediu à multidão que marchasse para o Congresso, que se preparava para certificar a vitória de Biden.

Cinco pessoas, incluindo um policial e uma mulher baleada durante os tumultos, foram mortas como resultado do caos desencadeado.

Os advogados do ex-presidente afirmam que seu discurso foi retórico e que ele não pode ser responsabilizado pelos excessos de seus seguidores.

Também afirmam que o julgamento em si é inconstitucional porque Trump deixou o cargo em 20 de janeiro, embora o Senado já tenha rejeitado esse argumento em votação na terça-feira.

Na sexta-feira, a defesa rebateu o golpe da acusação, que esta semana insistiu que Trump em 6 de janeiro convocou seus apoiadores a "lutar como o inferno", com um vídeo de políticos democratas usando a palavra "lutar".

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