Publicado 12 de Fevereiro de 2021 - 17h50

Por AFP

Autoridades da Cidade do México e de sua área metropolitana, com 22 milhões de habitantes, reduziram o nível de alerta nesta sexta-feira (12), após a redução nas internações hospitalares devido aos casos da covid-19.

A partir de segunda-feira o semáforo de quatro cores que mede o risco para a covid-19 passará de vermelho (máximo) para laranja (alto).

"Agora estamos entrando no semáforo laranja sem baixar a guarda, vamos reativar sem arriscar", afirmou Claudia Sheinbaum, governadora da capital, em entrevista coletiva.

Em 18 de dezembro, diante do aumento acelerado das internações hospitalares pela covid-19 na megalópole, foi instaurado o alerta vermelho, que fechou muitos negócios e manteve apenas as atividades essenciais.

A ocupação dos leitos hospitalares para atendimento de pacientes com coronavírus, indicador usado no México para determinar o nível de alerta, estava em níveis de 90% em janeiro, mas caiu para 67,8% na quinta-feira, segundo dados oficiais.

No entanto, muitas atividades na capital permanecerão restritas, apenas os centros religiosos serão reabertos, mas sem o serviço religioso, e academias com horário e lotação restritos. O teatro ao ar livre está permitido.

Os restaurantes, que já estavam autorizados a funcionar com mesas ao ar livre, poderão permanecer abertos por mais uma hora.

Os grandes centros comerciais reabriram as suas portas na última terça-feira com medidas restritivas de saneamento.

A Cidade do México acumula 514.415 casos e 31.655 mortos até quinta-feira. 21 de janeiro foi o dia mais crítico para o México, que registrou o máximo de mortes em 24 horas com 1.803 falecimentos e 22.339 casos.

As autoridades ressaltam que 60% dos contágios ocorreram durante as festas de fim de ano, que no México acontecem por ao menos uma semana de comemoração, com início em 12 de dezembro, quando se comemora o dia da Virgem de Guadalupe, até 6 de janeiro, no dia dos Reis Magos.

A capital e sua região metropolitana, que concentra a maior parte das atividades econômicas do país, têm sido as mais atingidas pela pandemia e, consequentemente, as que apresentam maiores restrições.

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