Publicado 08 de Fevereiro de 2021 - 22h40

Por AFP

Tóquio anunciou, nesta segunda-feira (8), que protestou contra Pequim por duas incursões em águas territoriais japonesas, depois que a China promulgou uma legislação que reforça o que considera uma resposta às violações de seu território marítimo.

Japão e China disputam a propriedade das pequenas ilhas desabitadas do mar da China Oriental, que Tóquio chama de Senkaku, e Pequim de Diaoyu.

Essas ilhas rochosas são administradas por Tóquio, que protesta regularmente contra o que chama de violações de seu território por parte de navios chineses.

Esta última denúncia ocorreu em um contexto de aumento das tensões após a aprovação por parte da China de uma legislação que autoriza seus guarda-costas a usar a força contra os navios estrangeiros que Pequim considera que entram ilegalmente em suas águas.

O porta-voz do governo japonês, Katsunobu Kato, disse que Tóquio protestou depois que dois navios da Guarda Costeira chinesa entraram em águas das ilhas Senkaku no sábado e domingo.

"Protestamos energicamente pelos canais diplomáticos, tanto em Tóquio como em Pequim, exigindo que cessem imediatamente suas manobras de aproximação com os navios de pesca japoneses e que abandonem rapidamente as águas territoriais", disse Kato.

Também acrescentou que os navios da guarda costeira japonesa "solicitaram repetidamente que fossem embora, garantindo a segurança dos navios de pesca". "O Japão nunca tolerará" esses movimentos, afirmou Kato.

Os navios chineses são enviados regularmente ao redor das ilhas em disputa, principalmente sob o governo do presidente Xi Jinping, que deseja transformar a China em uma grande potência marítima.

Além das ilhas disputadas com o Japão, Pequim reivindica praticamente todo o mar da China Meridional, encontrando oposição em Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã, que têm reivindicações rivais sobre as ilhas.

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