Publicado 08 de Fevereiro de 2021 - 14h30

Por AFP

O Tigres se tornou o primeiro time mexicano a se classificar para a final de um Mundial de Clubes, ao derrotar o Palmeiras, campeão da Libertadores, neste domingo, por 1 a 0, no Estádio da Cidade da Educação, em Al Rayyan, no Catar.

Graças a um gol de pênalti do francês André-Pierre Gignac, os "Felinos" fizeram história no torneio internacional, e agora a equipe comandada pelo técnico brasileiro Ricardo Ferretti aguarda seu adversário para a disputa pelo título, que sairá do duelo desta segunda-feira entre o alemão Bayern de Munique e o Al-Ahly do Egito.

O Tigres, portanto, conseguiu o melhor desempenho de uma equipe mexicana, e de qualquer outro representante da Concacaf, nas 16 edições anteriores do Mundial de Clubes. Necaxa (2000), Monterrey (2012 e 2019), Pachuca (2017) e o costarriquenho Deportivo Saprissa (2005) alcançaram o terceiro lugar.

O vencedor da Liga dos Campeões da Concacaf, que vinha de uma vitória sobre o campeão asiático, o sul-coreano Ulsan Hyundai por 2 a 1, acabou com o sonho do Palmeiras de conquistar seu primeiro título mundial e se tornar a primeira equipe brasileira a vencer o torneio desde o título mundial conquistado pelo Corinthians em 2012 (quando venceu o Chelsea).

A derrota do alviverde paulista faz com que seja a quinta vez em que não haverá um representante da Conmebol na final do Mundial de Clubes.

O técnico do Palmeiras, o português Abel Ferreira, buscou motivar sua equipe após a eliminação: "Quando ganhamos não está tudo bem, nem quando perdemos está tudo mal. O que nós vimos aqui foi que nos comprometemos. Não vamos ganhar sempre, mas vamos lutar sempre para ganhar até o fim. Foi o que nós fizemos aqui. Infelizmente hoje a bola não quis entrar, nós no segundo tempo carregamos e o jogo fica definido por um detalhe, de um pênalti".

Por outro lado, o técnico Ricardo Ferretti vibrou com a vaga inédita. "Tivemos méritos para chegar à final, enfrentamos duas equipes muito boas, naturalmente de estilos diferentes, mas nos adaptamos bem e impusemos nosso estilo de jogo", disse o treinador brasileiro de 66 anos, que comanda o Tigres há onze anos.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, presenciou da tribuna o bom desempenho da equipe de "Tuca" Ferreti, que fez apenas uma modificação em relação ao time que disputou as quartas de final: Francisco Meza saiu para a entrada do paraguaio Carlos González, mudança que se mostrou bem sucedida.

Apesar de um primeiro susto do Tigres com uma cabeçada forte de Carlos González seguida por uma excelente defesa de Weverton logo aos 3 minutos, foram os brasileiros que dominaram por mais tempo na primeira etapa.

Até que Gignac e o colombiano Luis Quiñones se mostraram mais inspirados minutos antes do intervalo. Os dois homens de ataque se movimentaram pelo lado esquerdo, criando perigo constante.

Na volta do vestiário a tendência se manteve e a recompensa veio com um pênalti aos 52 minutos quando Luan segurou Carlos González na área. Gignac não tremeu e superou o goleiro brasileiro fazendo seu terceiro gol neste Mundial, todos os que foram marcados pelo Tigres. Foi também o 147º gol do atacante francês pelo time de San Nicolás de los Garza.

Restavam 40 minutos para o Palmeiras, mas a equipe comandada pelo português Abel Ferreira não conseguia incomodar o gol do argentino Nahuel Guzmán, além de uma cabeçada alta do goleiro Weverton, que havia aparecido na área para tentar no desespero fazer o gol do empate nos acréscimos e tentar forçar a prorrogação.

Mas não houve mais tempo. Após a derrota, Weverton reclamou do cansaço, e da difícil adaptação ao fuso horário do Catar. Mas garantiu que isso não é uma desculpa e elogiou sua equipe, campeã da Libertadores.

"Acho que a gente tem que aprender a ter equilíbrio. Quando ganha, não é o melhor do mundo. Quando perde, não é o pior".

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