Publicado 07 de Fevereiro de 2021 - 12h11

Por AFP

Donald Trump voltou a ser acusado e passará pelo segundo julgamento político, mas várias figuras mudaram em relação ao processo anterior que não conseguiu destituir o agora ex-presidente.

Trump foi submetido a um impeachment em dezembro de 2019 por abuso de poder e obstrução ao Congresso. Agora é acusado de "incitação à insurreição" por seu papel no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro, que terminou com cinco mortos.

A seguir, uma lista das pessoas que terão um papel crucial no julgamento político que começa em 9 de fevereiro.

A presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, designou para o julgamento político um grupo diversificado de nove "gerentes", todos congressistas democratas e advogados, nenhum deles com participação no impeachment de 2020 contra Trump.

O grupo é liderado por Jamie Raskin, um acadêmico constitucionalista que começou a redigir o artigo do julgamento político pouco depois de uma turba de seguidores de Trump atacar o Capitólio.

Raskin, 58 anos, de Maryland, assume o maior caso de sua carreira no momento em que lamenta a morte do filho Tommy, que se suicidou na véspera do Ano Novo.

"Não vou perder meu filho no fim de 2020 e perder meu país e minha república em 2021", declarou ao canal CNN em janeiro.

Stacey Plaskett, 54 anos, negra e mãe de cinco filhos, natural das Ilhas Virgens, é outra das "gerentes".

Como delegada de um território americano, Plaskett não tem o privilégio de votar na Câmara e, assim, não votou a favor do julgamento político de Trump.

Mas expressou a gratidão por ter sido escolhida para ajudar no processo contra o agora ex-presidente, de quem afirma que "tentou um golpe de Estado".

Ao contrário de seu primeiro julgamento, quando advogados brilhantes participaram em sua representação, Trump teve dificuldades para construir sua equipe de defesa.

Após uma onda de renúncias, o republicano recrutou no último minuto David Schoen, um advogado criminal do Alabama, e Bruce Castor, que era promotor da Pensilvânia e se recusou em 2005 a processar o comediante Bill Cosby por agressão sexual. Cosby foi condenado 13 anos mais tarde por estes abusos.

Os 100 integrantes do Senado não serão apenas jurados no julgamento de Trump. Eles foram testemunhas e vítimas do ataque ao Capitólio

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