Publicado 06 de Fevereiro de 2021 - 16h30

Por AFP

O México apreendeu 2,5 toneladas de metanfetamina e 100.000 pílulas de fentanil no estado de Sinaloa, centro de um poderoso cartel de drogas, informaram o Secretário da Marinha e a Procuradoria-Geral da República neste sábado (6).

Os agentes "asseguraram 956 contêineres com duas toneladas, 535 quilos e 89 gramas de cloridrato de metanfetamina e 100.020 comprimidos de fentanil" que foram transportados em um barco, indica o depoimento da promotoria.

Dois homens também foram presos na operação, acrescentou.

A apreensão foi feita quando oficiais da Marinha Armada que realizavam patrulha de vigilância na faixa costeira, adjacente à baía de San Ignacio, município de Ahome, Sinaloa (noroeste), detectaram "um barco tripulado por dois homens, o que fez não conte com luzes de navegação"

A bordo do barco, eles descobriram o cloridrato de metanfetamina, um medicamento conhecido como "cristal", e pílulas de fentanil, além de dinheiro e dispositivos de geolocalização.

Essa região é o reduto do cartel de Sinaloa, liderado por Joaquín "Chapo" Guzmán, condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos.

Após a extradição de Chapo para os Estados Unidos em 2017, o cartel de Sinaloa ficou sob o controle de seus filhos e de Ismael "El Mayo" Zambada, segundo autoridades.

Metanfetamina e fentanil, drogas altamente viciantes, são uma fonte de problemas de segurança e saúde tanto no México quanto nos Estados Unidos, mas também são traficadas para outras partes do mundo.

Em novembro, as autoridades de Hong Kong apreenderam mais de meia tonelada de metanfetamina em um contêiner que deixou o México.

O governo do país explicou que a pandemia obriga os traficantes a despacharem cargas maiores de drogas devido à impossibilidade de fazer viagens das "mulas" que transportam quantidades menores.

O México acumula 300.000 homicídios, a maioria atribuídos ao crime organizado, desde que o governo militarizou a estratégia contra as drogas em 2006.

Já nos Estados Unidos, as mortes por overdose ultrapassaram meio milhão na última década, segundo análises legislativas do país.

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