Publicado 05 de Fevereiro de 2021 - 22h50

Por AFP

Os funcionários de um grande centro de distribuição da Amazon nos Estados Unidos começarão a votar na segunda-feira para decidir se devem se sindicalizar, após o pedido da gigante do e-commerce para atrasar o processo ser negado pelos reguladores trabalhistas.

As cédulas serão enviadas aos trabalhadores do armazém em Bessemer, Alabama, e a votação seguirá até 29 de março, de acordo com o Sindicato do Varejo, Atacado e Lojas de Departamento, que realiza a campanha.

No mês passado, a Amazon pediu ao Conselho Nacional de Relações Trabalhistas (NLRB, na sigla em inglês) para reconsiderar a permissão do voto pelo correio e, em vez disso, exigir o voto presencial.

"O flagrante desrespeito da Amazon pela saúde e segurança de sua própria força de trabalho foi demonstrado mais uma vez por sua insistência em uma eleição presencial em meio à pandemia", disse o presidente do sindicato, Stuart Appelbaum, em um comunicado.

"A decisão de hoje demonstra que é hora da Amazon começar a respeitar seus próprios funcionários e permitir que eles votem sem intimidação ou interferência."

A Amazon argumentou em suas submissões ao NLRB que a unidade de negociação sindical proposta, de aproximadamente 5.800 funcionários, seria "incomumente grande", alegando que votar pessoalmente seria mais administrável.

A empresa reagiu à decisão com decepção. "Nossa missão é conseguir que o maior número possível de funcionários vote e estamos decepcionados com a decisão do NLRB de não fornecer o formato mais justo e eficaz para a máxima participação dos funcionários", afirmou em resposta à AFP.

Segundo o porta-voz, a Amazon propôs uma eleição no centro, validada por especialistas contra a covid-19, para que os trabalhadores pudessem votar antes, depois ou durante seus turnos.

As autoridades do NLRB negaram o pedido, julgando que não havia questões substanciais a serem revisadas e concluíram que a segurança de todos os envolvidos na votação seria melhor abordada evitando-se as reuniões de pessoas.

A formação de uma unidade de negociação nas instalações da Amazon no Alabama seria o primeiro esforço bem-sucedido nos Estados Unidos na sindicalização dos funcionários do segundo maior empregador do país.

A Amazon emprega mais de 800 mil pessoas, a maioria das quais são "trabalhadores essenciais", que não podem fazer seu trabalho de casa, de acordo com uma carta enviada recentemente oferecendo a inclusão de sua rede na campanha de vacinação contra covid-19 realizada pelo governo.

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