Publicado 05 de Fevereiro de 2021 - 9h20

Por AFP

Com 1,3 bilhão de habitantes, a Índia é o segundo país do mundo com mais casos de covid-19 (10,7 milhões), mas o número diário de novas infecções e mortes não para de cair há meses. A AFP detalha a situação do gigante do sul da Ásia em face da pandemia.

A Índia informou seu primeiro caso de covid-19 em 30 de janeiro de 2020 e sua primeira morte em meados de março. O número de casos diários atingiu seu auge em setembro, com pouco mais de 97 mil infecções, segundo dados do Ministério da Saúde.

O país teve uma média de 1.000 mortes por dia em setembro, antes de esse número começar a diminuir. Na terça-feira foram registrados apenas 8.635 novos casos e 94 mortes, ou seja, um mínimo em oito meses.

Com um total de 10,7 milhões de casos e 155.000 mortes, a Índia apresenta uma taxa de mortalidade que está entre as menores dos 20 países mais afetados.

Em comparação, os Estados Unidos, o primeiro país do mundo em casos e mortes, registra mais de 26 milhões de infecções e cerca de 450.000 mortes. De acordo com a universidade Johns Hopkins, a Índia tem 11,43 mortes por 100.000 habitantes, contra 136,55 nos Estados Unidos.

Segundo especialistas que se baseiam em diversos estudos sorológicos nacionais, o número de pessoas que contraíram a doença na Índia é provavelmente muito mais elevado do que os dados oficiais revelam.

Um estudo nacional realizado entre dezembro e janeiro em bairros urbanos e rurais do país revelou que cerca de 21,5% da população - 280 milhões de pessoas - tinham anticorpos.

Outro estudo publicado esta semana e conduzido em Nova Delhi, uma das cidades indianas mais atingidas pelo vírus, concluiu que mais da metade dos 28.000 participantes tinham anticorpos.

Os especialistas temiam grandes estragos em cidades indianas densamente povoadas, com más condições de higiene. O sistema de saúde, subfinanciado e com problemas crônicos, também sugeria o pior.

Desde o início do alerta epidêmico, o governo aplicou medidas para controlar a disseminação do vírus, como a suspensão dos voos internacionais e a imposição, em março, de um dos mais rígidos confinamentos do mundo.

O uso da máscara passou a ser obrigatório em vários estados do país, e foram divulgadas campanhas informativas sobre as medidas a serem tomadas para evitar o contágio.

As restrições foram progressivamente relaxadas a partir de junho para relançar uma economia conturbada.

Médicos dos estados de Gujarat (oeste), Uttar Pradesh (norte) e Andhra Pradesh (centro), Delhi e Mumbai - que têm mais de 330 milhões de habitantes - disseram à AFP que constataram uma queda significativa no número de casos em hospitais.

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