Publicado 05 de Fevereiro de 2021 - 6h10

Por AFP

A Europa deve se unir para acelerar a campanha de vacinação contra a covid-19 com o apoio de todos os laboratórios, afirmou nesta sexta-feira o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, que admitiu preocupação com o risco representado pelas variantes.

"Devemos nos preparar para outras mutações problemáticas do vírus, sobretudo reforçando ainda mais o sequenciamento", afirmou Hans Kluge em uma entrevista à AFP.

Na União Europeia (UE), a taxa da população vacinada com a primeira dose do imunizante anticovid-19 é de apenas 2,5%, apesar de vários laboratórios terem anunciado que aumentarão as entregas, o que provocou a esperança de que a campanha poderia ganhar impulso.

"Devemos nos unir para acelerar a vacinação", afirmou o diretor regional da OMS.

"As empresas farmacêuticas, que normalmente competem entre si, devem unir esforços para aumentar drasticamente as capacidades de produção. Isto é o que precisamos", insistiu Kluge.

Ao comentar se as vacinas, no mercado desde dezembro, serão eficazes contra as novas variantes do vírus, Kluge reconheceu que "esta é a grande questão" e admitiu que está "preocupado".

"Isto é a recordação cruel de que o vírus ainda está acima do ser humano, mas não é um vírus novo, é uma evolução de um vírus que tenta adaptar-se a seu hospedeiro humano", ressaltou.

Embora a situação pareça mais complicada hoje do que no momento da chegada das primeiras vacinas, o diretor da OMS para a Europa tentou enviar uma nota otimista.

"Sou honesto: acredito que o túnel é um pouco maior do que pensávamos em dezembro, mas este ano será mais fácil de administrar que o do ano passado", afirmou.

Ele reiterou os pedidos de solidariedade com os países que não podem receber a vacina, sugerindo que os países ricos deveriam compartilhar rapidamente suas doses com os Estados pobres depois de vacinar um determinado percentual de sua população.

"Talvez, quando os países da UE alcançarem 20% da vacinação de sua população - 20% significa pessoas idosas, profissionais da saúde, pessoas com comorbilidades -, poderia ser o momento de compartilhar vacinas", disse.

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