Publicado 04 de Fevereiro de 2021 - 20h20

Por AFP

A empresa de informática Smartmatic acionou em 2,7 bilhões de dólares o canal Fox News e partidários de Donald Trump, a quem acusa de propagar teorias da conspiração que a apontavam como instrumento de fraude eleitoral em massa.

Após a oficialização da vitória de Joe Biden, várias pessoas próximas ao campo de Trump afirmaram que a eleição presidencial dos Estados Unidos foi fraudada, em particular graças ao papel ativo do software de contagem de votos.

O advogado Sidney Powell, ex-membro da equipe jurídica de Trump, argumentou que os fornecedores especializados Dominion e Smartmatic, cujos serviços foram usados durante a eleição, foram os instrumentos de uma conspiração internacional para privar o então presidente da reeleição.

Nenhuma dessas alegações pôde ser provada. Além disso, a Smartmatic prestou seus serviços ao condado de Los Angeles apenas durante as eleições presidenciais e não teria sido capaz de intervir materialmente em estados-chave.

Na mira da Smartmatic está a Fox News, por ter "oferecido a seus milhões de telespectadores e leitores uma história: Joe Biden e Kamala Harris não venceram as eleições. A Smartmatic a roubou em seu favor".

Também foram acusados Sidney Powell, bem como o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, e três apresentadores: Jeanine Pirro, da Fox News, e Maria Bartiromo e Lou Dobbs, do canal irmão Fox Business.

"Sua história era uma mentira", acrescenta o documento apresentado em um tribunal civil em Nova York. "A história toda. E eles sabiam disso. Mas ele estava vendendo".

"Estamos orgulhosos de nossa cobertura das eleições de 2020 e nos defenderemos vigorosamente no tribunal contra essa ação infundada", disse uma porta-voz do canal à AFP.

A Smartmatic diz que sua "reputação" foi "definitivamente manchada" e que, preocupados com as acusações fantasiosas contra ele, seus clientes "começaram a entrar em pânico", segundo o documento do processo.

Além disso, a teoria da conspiração "minou a confiança das pessoas na democracia" e levou à tomada do Congresso por partidários de Trump em 6 de janeiro, argumenta a Smartmatic.

Vários executivos e funcionários da empresa já receberam ameaças de morte, segundo o grupo, que exige, além de 2,7 bilhões de dólares para difamação, a retirada total das denúncias.

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