Publicado 04 de Fevereiro de 2021 - 12h50

Por AFP

A empresa de consultoria McKinsey concordou em pagar 573 milhões de dólares para resolver ações nos Estados Unidos que a acusam de ter contribuído para a crise dos opioides através de seu assessoramento a grupos farmacêuticos como Purdue Pharma, fabricante do Oxycontin.

Os termos do acordo, anunciado nesta quinta-feira (4) pela procuradora de Nova York Letitia James, indicam que McKinsey não reconheceu nem rejeitou as acusações, uma posição que permite evitar que terceiros a processem.

No entanto, McKinsey cooperou com estados como Nova York, Califórnia, Connecticut, Colorado e Oregon.

"As táticas de marketing cínicas e deliberadas da McKinsey contribuíram para alimentar a crise dos opioides, ajudando a Purdue Pharma a visar médicos que sabia que estavam prescrevendo opioides em excesso", disse James.

A McKinsey assessorou a Purdue Pharma, que se declarou culpada no ano passado neste caso, a ajudar a impulsionar as vendas, de acordo com investigadores do estado de Nova York.

Recomendou que o grupo farmacêutico se concentrasse nas altas doses consideradas mais lucrativas, segundo documentos judiciais.

Este acordo, firmado com 47 estados dos EUA e o Distrito de Columbia, que inclui Washington, ainda não foi validado por um juiz conforme exigido pelo sistema de justiça americano.

Além da sanção pecuniária, McKinsey também aceitou futuras restrições ao escopo de sua atividade: a empresa não mais assessorá empresas no desenvolvimento, fabricação, promoção, marketing, venda e uso de opiáceo ou entorpecente.

Quase meio milhão de americanos morreram de overdoses causadas por opioides prescritos e vendidos ilegalmente entre 1999 e 2018, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

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