Publicado 04 de Fevereiro de 2021 - 10h23

Por Estadão Conteúdo

O vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM) afirmou que "há um constrangimento, não há como negar", sobre a indicação da deputada Bia Kicis (PSL-DF) para o comando da Comissão de Constituição e Justiça pelo partido a que pertence. Segundo Ramos, em entrevista à rádio CBN, o mal-estar é tanto externo, em relação à imprensa, tribunais e parcela grande da população, quanto interno.

Conforme relatou, Ramos disse ter sido procurado pela deputada e a aconselhou a construir uma relação de confiança com setores da sociedade até a data da eleição para a presidência do colegiado, sob risco de ser derrotada por uma candidatura avulsa. "A senhora tem uma dificuldade de estabelecer uma relação de confiança com o conjunto de líderes, com uma parcela da sociedade e com os tribunais superiores do País com os quais a Comissão de Constituição e Justiça deve ter um diálogo sadio e fraterno", Ramos disse ter dito a Kicis.

"Há uma reação muito grande da sociedade. A deputada Bia Kicis foi muito agressiva com membros do Supremo Tribunal Federal. Ela, em determinado momento, defendeu o que se chama de intervenção militar constitucional, o que é uma aberração. Não existe intervenção militar dentro da Constituição", disse o deputado à rádio.

Segundo afirmou Ramos, está prevista para as 10h, reunião da Mesa Diretora e, às 15h, encontro do Colégio de Líderes. "Aí, sim, vamos saber como está maduro este assunto dentro da Câmara", disse o deputado sobre a indicação de Kicis.

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