Publicado 03 de Fevereiro de 2021 - 19h40

Por AFP

Os Estados Unidos "condenaram veementemente" na quarta-feira (3) a "retórica" contra as minorias sexuais na Turquia, onde o presidente Recep Tayyip Erdogan atacou fortemente o movimento LGBT, dizendo que era incompatível com os valores turcos.

"Estamos acompanhando de perto os protestos pacíficos contra a nomeação de um novo reitor" na Universidade do Bósforo, "estamos preocupados com as prisões de estudantes e outros manifestantes", explicou também o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, em uma coletiva de imprensa.

"A liberdade de expressão, mesmo quando certas palavras podem parecer vergonhosas para alguns, é um componente crucial de uma democracia vibrante. Deve ser protegida", acrescentou.

A nomeação no início deste ano, pelo presidente Erdogan, de um reitor próximo ao poder para chefiar a prestigiosa Universidade do Bósforo desencadeou um movimento de protesto.

A polícia turca prendeu na terça-feira mais de 170 pessoas que participavam de novas manifestações que não mostram sinais de perder força, apesar da repressão cada vez mais dura por parte das autoridades.

O chefe de estado turco na quarta-feira comparou os estudantes em manifestação a "terroristas".

Também visou a pessoas LGBT, cujos direitos se tornaram uma reivindicação de protesto após a prisão de quatro estudantes acusados de insultar o Islã por organizar uma exposição de arte que incluía a representação de um local sagrado islâmico decorado com bandeiras de arco-íris.

"LGBT, não existe tal coisa. Este país é patriótico e moral. Estamos avançando com esses valores", disse ele.

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